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Especialista na cobertura do Corinthians, Marco Bello Jr. acumula experiência em grandes coberturas como Olimpíadas e Copas do Mundo. Traz notícias de primeira mão e o acompanhamento diário do cotidiano alvinegro.

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Corinthians pagou R$ 676 mil a empresa criada por funcionário para atuar na segurança do clube

Companhia recebeu valores durante período da gestão interina de Osmar Stabile

Por
Parque São Jorge
(Foto: Agência Corinthians)

Uma empresa aberta no meio de 2025 por um funcionário do próprio Corinthians recebeu R$ 676 mil do clube em pouco mais de um mês por serviços ligados à segurança do Parque São Jorge.

A informação foi publicada pelo portal Sports Insider. A empresa é a Mega Assessoria Operacional Ltda, registrada em 3 de julho de 2025 no nome de Fernando José da Silva, que naquele momento trabalhava como gerente operacional do clube social e hoje ocupa a função de gerente operacional do CT Joaquim Grava.

Segundo a reportagem, a empresa não tinha autorização da Polícia Federal para atuar na área de segurança privada. Mesmo assim, acabou sendo utilizada pelo Corinthians entre setembro e outubro daquele ano.

Ainda de acordo com a publicação, não houve contrato formal para a prestação dos serviços. A contratação teria sido feita apenas com autorização verbal da diretoria administrativa durante o período em que Osmar Stabile comandava o clube interinamente.

Os pagamentos aconteceram por meio de três notas fiscais emitidas pela empresa. A primeira, de R$ 244,6 mil, saiu em 11 de setembro. Depois vieram outras duas: uma de R$ 208,3 mil no dia 23 de setembro e outra de R$ 223,6 mil em 21 de outubro.

Nas notas aparecem descrições diferentes para os serviços prestados. Em alguns casos, “assessoria de qualquer natureza”. Em outros, “consultoria econômica” e também “vigilância”.

Fernando José da Silva inicialmente disse que abriu a empresa a pedido de Fábio Soares, diretor administrativo do Corinthians, para viabilizar pagamentos de profissionais que trabalhariam na vigilância e no controle de acesso do Parque São Jorge.

Mais tarde, porém, mudou a versão. Passou a afirmar que a orientação teria partido diretamente de Osmar Stabile, que teria autorizado a contratação de funcionários em nome do Corinthians por um período de 60 dias.

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