O governo federal desistiu de permitir que brasileiros utilizem recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar débitos. A decisão ocorre após semanas de discussões sobre o tema. A alternativa em estudo pelo governo é o lançamento de uma nova etapa do programa Desenrola.
A área técnica do governo está em fase final de discussão sobre a mudança. A definição pode ocorrer na próxima segunda-feira (27/04), quando o ministro da Fazenda, Dario Duringan, se reúne com representantes dos principais bancos em São Paulo.
Dificuldades jurídicas impediram a viabilização do uso do FGTS para pagamento de débitos. O governo enfrentou obstáculos que tornaram inviável essa alternativa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) solicitou ao ministro da Fazenda que levantasse medidas para o refinanciamento das dívidas de brasileiros. A necessidade de ajudar famílias endividadas por conta dos juros altos e dívidas crescentes levou o governo a buscar outra solução.
Uma nova fase do programa que permitiu renegociação de dívidas seria a forma escolhida para atender essa demanda. O Desenrola foi promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022. O programa é considerado uma iniciativa importante do início do atual governo.
Pesquisa do instituto de pesquisas Datafolha mostrou que o endividamento atinge dois em cada três brasileiros. A decisão afeta diretamente a população endividada do país.
O governo definiu o socorro aos brasileiros endividados como prioridade para o primeiro semestre deste ano, conforme informou o blog do jornalista Valdo Cruz. A definição ocorreu depois do pacote para combater os efeitos da guerra no Oriente Médio no Brasil.




