O ministro André Mendonça solicitou à Procuradoria-Geral da República que avalie a situação de 16 investigados no inquérito da Farra do INSS. O pedido foi feito nesta quinta-feira (17/04) e inclui análise sobre o monitoramento eletrônico da lobista Roberta Moreira Luchsinger. O documento foi emitido sob sigilo.
O relator do caso no Supremo Tribunal Federal encaminhou à PGR pedidos de revogação de prisão preventiva e reavaliação de medidas cautelares. Entre os investigados estão Romeu Carvalho Antunes, filho do lobista Antonio Camilo Antunes, o Careca do INSS. Também constam na lista Danielle Fonteles, ex-publicitária do PT, e Adroaldo Cunha Portal, ex-secretário-executivo do Ministério da Previdência Social.
A Polícia Federal identificou que Roberta Luchsinger recebeu R$ 1,5 milhão do Careca do INSS. A lobista está com tornozeleira eletrônica desde dezembro de 2025, quando foi alvo da Operação Sem Desconto.
As investigações apontam que Roberta Luchsinger fazia a conexão entre Antonio Carlos Camilo Antunes e o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Os três participaram de um projeto para comercialização de cannabidiol ao governo federal em grande escala.
Em uma das transferências bancárias, o lobista registrou que o dinheiro era destinado ao “filho do rapaz”. A referência possivelmente apontava para Lulinha.
A lista completa de investigados cujas situações serão analisadas pela PGR inclui Adelino Rodrigues Junior, Danielle Fonteles, Rubens Oliveira Costa, Hélio Marcelino Loreno, Domingos Sávio de Castro, Milton Salvador de Almeida Júnior, Alexandre Caetano dos Reis, Aldo Luiz Ferreira, Rodrigo Moraes, Romeu Carvalho Antunes, Roberta Moreira Luchsinger, Eric Douglas Martins Fidelis, Paulo Gabriel Negreiros de Almeida, Tiago Schettini Batista e Adroaldo Cunha Portal.
A Procuradoria-Geral da República deverá se pronunciar sobre os pedidos. A análise incluirá a avaliação do monitoramento eletrônico de Roberta Luchsinger e os pedidos de revogação de prisão preventiva dos demais investigados.
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