O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) já denunciou 27 policiais enquanto analisa as imagens das câmeras corporais gravadas durante a megaoperação em outubro do ano passado. Foram identificados aparelhos sendo retirados e imagens obstruídas durante a ação.
A operação contra o avanço do Comando Vermelho deixou mais de 100 vítimas e mobilizou mais de dois mil agentes. Agora o MPRJ toma medidas necessárias para investigar possíveis ilegalidades durante a execução.
Dividida nos eixos: técnico-científico, policial e contato com familiares das vítimas, a investigação tem 3.600 horas gravadas pelos agentes da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ), além de relatórios da Polícia Civil.
Até então, o Ministério Público já analisou o equipamento de 51 policiais do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), e identificou as câmeras sendo retiradas por 17% dos agentes. Em outros 7%, foram reconhecidos sinais de obstrução proposital das imagens.
O MPRJ já ouviu 200 agentes que estiveram envolvidos no confronto armado para esclarecer as circunstâncias da ação, além dos familiares das vítimas que estão sendo identificados e ouvidos. Até o momento foram oito denúncias protocoladas contra 27 policiais por ilegalidades como: apropriação de armamento, furto de peças de veículos, invasões de domicílio, constrangimento de moradores, subtração de bens e tentativas de obstrução ou desligamento de câmeras corporais.




