PL barra candidatura de pastora que agrediu entregador, em Contagem

Renata Vieira continua filiada, mas não poderá concorrer pelo partido nas eleições de outubro

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pastora agride entregador
Renata Vieira agrediu entregador com tapa no rosto, e atirou uma pedra na direção dele

A pastora Renata Vieira e então pré-candidata a deputada estadual por Minas Gerais, flagrada agredindo um entregador de móveis em Contagem (MG), está oficialmente fora da disputa eleitoral de 2026 pelo PL.

Após o escândalo, o diretório do partido em Minas abriu uma representação contra Renata no Conselho de Ética, e a admissão do processo, já impede a candidatura, de acordo com as regras internas da legenda.

O caso ocorreu em um condomínio do bairro Cabral, em Contagem na região metropolitana na quinta-feira (16/7) ganhou repercussão nacional após vídeos mostrarem a então pré-candidata dando tapas no rosto do entregador, que também foi segurado pelo colarinho e alvo de uma pedra atirada pela pastora. Nas redes sociais, Renata é seguida por mais de 1 milhão de perfis e quando confrontada por usuários, afirmou ter reagido à agressões verbais e físicas sofridas primeiro pelo entregador, que teria entrado em divergência partidária ao descobrir que a mulher era filiada ao PL. Depois, Renata disse ter sido alvo de uma emboscada na esquerda, armada por uma “astuta cilada de Satanás”.

Entrevistas feitas com exclusividade pela TMC, com moradores do condomínio que presenciaram o ocorrido negam qualquer discussão de cunho político. As imagens de circuito interno mostram apenas o entregador, que é policial rodoviário federal, sendo agredido. Um dos vizinhos que aparece nas imagens intervindo no conflito e acalmando o entregador para que ele não reagisse às agressões, afirmou à reportagem que acredita em uma armação para que a mulher se promovesse em período eleitoral. “Fica claro que ela montou um enredo, ela queria que algum homem a agredisse. Foi algo que ela tentou criar e o tiro saiu pela culatra”, disse, pedindo para ter o nome preservado.

A vítima conversou com a reportagem mas não quis gravar entrevista, ele nega que a violência por parte da pastora tenha sido em legítima defesa. Renata Vieira foi procurada pela reportagem para comentar a decisão do partido, mas até o momento desta publicação  não respondeu.

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