Bruno Rizzi
Bruno Rizzi Mais sobre o autor

Bruno Rizzi é sócio da consultoria Fatto Inteligência Política e analista político com mais de 10 anos de experiência. Com passagens pela gestão pública e pelo mercado financeiro, é especialista em conectar o setor privado às dinâmicas da política. Possui MBA pela FGV e é pós-graduando em História, Política e Sociedade pela Escola de Politica e Sociologia de São Paulo.

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A ansiedade eleitoral e o novo ‘modus operandi’

Plano de combate ao crime organizado e fim da “taxa das blusinhas” mostram a estratégia do governo para 2026

Por
esidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a abertura da 2º Conferência Nacional do Trabalho
(Foto: Ricardo Stuckert)

Apesar da estratégia de comunicação confusa ao anunciar duas medidas populares no mesmo dia, está cada dia clara o novo ‘modus operandi‘ eleitoral adotado pelo governo.

Buscando protagonismo na pauta da segurança pública, a gestão Lula lançou o programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, que sem a aprovação da PEC da Segurança ainda não tem orçamento garantido. Diante disso, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) tem sinalizado adiar a apreciação do texto para depois das eleições.

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Mas retomando o foco para a “taxa das blusinhas”, foi perceptível o improviso do anúncio da medida provisória, que aconteceu logo depois de uma reunião que não contou com a presença do ministro da Fazenda, Dario Durigan, que se encontrava em uma audiência na Câmara.

O impacto eleitoral da medida por si só deve ser bem limitado, mas não desprezado. Não acredito que uma única medida possa ser determinante para o resultado eleitoral, um conjunto de ações de impacto de curto prazo com vistas às eleições faz sentido nessa construção, eleitoralmente falando.

E vou explicar o porquê disso:

Assim como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês – que até agora pouco alterou a avaliação do governo -, a medida surge como mais um ponto dentro de uma estratégia maior.

A ideia é que esse conjunto de ações, como Desenrola 2.0, tarifa social de energia, vale-gás e o fim da taxa das blusinhas, ajude a criar uma percepção de melhora no bem-estar econômico da população. E, consequentemente, que essa sensação positiva possa se refletir eleitoralmente nas urnas.

Ao mesmo tempo, em um cenário cada vez mais polarizado e marcado por altas rejeições, o presidente Lula enfrenta o desafio de superar a barreira ideológica e a paixão eleitoral. Hoje, esses fatores são determinantes à opinião pública e acabam pensando mais que muitos dos benefícios anunciados pelo governo.

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