Para a Polícia Federal, o senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro, cometeu calúnia ao fazer uma publicação nas redes sociais ao atribuir crimes como tráfico de drogas e incitação ao terrorismo ao presidente Lula. O inquérito foi aberto a mando do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal, em janeiro deste ano.
À época, o governo norte-americano prendeu o então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, a mando de Donald Trump. O presidente dos Estados Unidos disse que o venezuelano estava envolvido com o tráfico internacional de drogas, que saía do Caribe rumo aos EUA.
Após a prisão, Flávio Bolsonaro utilizou o X para dizer que Lula estaria envolvido com o crime atribuído por Trump à Maduro.
Segundo a PF, “tendo em vista o teor da postagem associando a imagem do presidente Lula ao de Maduro […] fica claro que o senador afirma que a delação seria feita por venezuelano, e que, no entendimento do senador, os crimes os quais o presidente Lula seria delatado estão listados na sequência da postagem, quais sejam, tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte terrorista, ditaduras e eleições fraudadas”, conclui os investigadores.
Ao concluir o caso, a PF pede que o STF adote as providências cabíveis e se coloca à disposição para cumprir mais diligências, caso sejam necessárias. O relator do caso deve pedir um parecer da Procuradoria-Geral da República antes de tomar alguma decisão. Flávio Bolsonaro e Lula ainda não se posicionaram sobre o assunto.