Alckmin critica novo tarifaço e diz que incluir Pix em investigação “não tem lógica”

“Não tem a menor lógica entrar nisso. É um patrimônio do Brasil”, disse o vice-presidente sobre a investigação do Escritório de Representação Comercial dos EUA

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imagem do vice-presidente Geraldo Alckmin
(Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

O vice-presidente Geraldo Alckmin falou nesta terça-feira (02/06) sobre as tarifas de 25% que o governo norte-americano propõe aplicar sobre produtos brasileiros, após a investigação aberta pelo Escritório de Representação Comercial dos Estados Unidos (USTR). A acusação é de que o Brasil adota práticas que prejudicam o comércio dos Estados Unidos.

As declarações foram feitas após uma reunião com os ministros Márcio Elias Rosa, Sidônio Palmeira, Dario Durigan, Bruno Moretti e José Guimarães, além do embaixador Maurício Lyrio, representante do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Segundo Alckmin, não há justificativa para que o Pix seja incluído nas discussões comerciais conduzidas pelo governo norte-americano. “Não tem a menor lógica entrar nisso. É um patrimônio do Brasil”, afirmou. O vice-presidente acrescentou que a ferramenta é altamente benéfica para a população.

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Alckmin também rebateu as críticas feitas pelos Estados Unidos e afirmou que as colocações apresentadas pela investigação são “injustas”. Ele destacou que o processo agora entra em uma nova etapa, marcada pela realização de consultas públicas para ouvir propostas e sugestões dos setores envolvidos.

Durante a declaração, Alckmin ainda afirmou que o avanço das negociações costuma ser acompanhado por tentativas de prejudicar os interesses brasileiros. “Sempre que o diálogo avança, sabotadores agem para prejudicar o país”, disse.

Alckmin afirmou ainda que o eventual tarifaço pode afetar a geração de empregos, a renda dos trabalhadores e diversos setores da economia brasileira. O vice-presidente disse que o governo continuará buscando uma solução negociada para evitar a adoção das medidas pelos Estados Unidos e minimizar seus impactos. “O presidente Lula vai trabalhar para que isso não se converta”, afirmou.

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