Em entrevista exclusiva à TMC, o ex-deputado Aldo Rebelo afirmou nesta segunda-feira (25/05) que não tratou de política em telefonema com Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no fim de semana. Ambos são pré-candidatos à Presidência da República.
“Recebi esse telefonema, mas não tratamos de política, apenas da relação que tenho com o pai dele. Ele me prestou solidariedade em relação ao problema no meu partido. E não tratamos de política. Ele é pré-candidato à presidência. Estamos neste mesmo caminho”, afirmou o ex-ministro.
Aldo destacou a boa relação de longa data que nutre com o ex-presidente Jair Bolsonaro. “Conheço mais o pai do Flávio, fui deputado ao lado de Jair Bolsonaro durante mais de 20 anos. Convivemos na mesma comissão, de Relações Exteriores e Defesa Nacional. Viajamos juntos pelo Brasil, principalmente pela Amazônia. Sempre tivemos uma relação muito cordial, embora com algumas diferenças. Conheci os filhos de Bolsonaro quando eles ainda eram crianças.”
A divulgação da ligação telefônica entre Flávio e Aldo levantou rumores sobre uma possível união das pré-candidaturas. O ex-ministro de governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff estaria sendo cotado para ser vice na chapa do pré-candidato do PL.
Crise no Democracia Cristã
Na mesma entrevista, Aldo afirmou que poderá judicializar sua pré-candidatura caso seja barrado pelo seu partido, o Democracia Cristã. O ex-deputado viu o DC convidar Joaquim Barbosa, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), para ser cabeça de chapa.
“Ninguém sabe se o Joaquim Barbosa está no Brasil, ele não se manifestou até agora. A pré-candidatura que existe até o momento é a minha. Se houver qualquer obstáculo, o caminho é a judicialização”, declarou.
“Quando você se filia a um partido, estabelece um contrato. Você tem direitos, entre eles, apresentar uma candidatura, seja no Legislativo ou no Executivo. Eu fui convidado especialmente para isso. O presidente do DC me fez o convite para disputar a presidência. No primeiro momento, não aceitei. Depois conversamos e acabei assumindo a pré-candidatura. Evidentemente, isso estabelece obrigações e direitos. Se a política não resolver, o Judiciário é quem tem que apreciar”, completou Aldo.
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