A sétima rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (27/07), revela um cenário de alta cristalização de votos para presidente e um eleitorado movido por convicções sólidas, como pelo desejo de “barrar” adversários
Segundo o levantamento, 73% dos eleitores afirmam que sua decisão de voto no primeiro turno para presidente já está tomada e não mudará até outubro. 25% disseram que o voto ainda pode mudar e apenas 1% não sabiam ou não responderam.
O índice de certeza no voto é significativamente maior entre os apoiadores dos dois principais nomes na disputa: 80% dos eleitores de Lula e 79% dos eleitores de Flávio Bolsonaro declaram que seu voto é definitivo.
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Em contraste, candidatos da chamada “terceira via” enfrentam maior volatilidade. Apenas 38% dos eleitores de Romeu Zema e 43% dos eleitores de Ronaldo Caiado consideram seu voto como decidido, indicando que esses nomes ainda precisam consolidar suas bases.
Além de Flávio e Lula, Renan Santos é o candidato com maior cristalização de votos, com 64% de eleitores afirmando que já decidiram o voto por ele e não vão mudar.
Sob a ótica dos perfis de polarização, os “Lulistas convictos” (83%) e os “Bolsonaristas convictos” (82%) são os grupos com maior fidelidade ao voto.
Motivações: O “Candidato Ideal” vs. “Melhor Disponível”
A pesquisa aponta que a principal razão para a escolha de um candidato é a identificação direta: 52% dos eleitores afirmam votar naquele que consideram o seu “candidato ideal”.
36% acreditam que o candidato escolhido não é o “ideal”, mas é o “melhor entre os disponíveis”.
- Lula: Possui o eleitorado mais convicto em termos de afinidade, com 64% de seus apoiadores vendo-o como o nome ideal;
- Flávio Bolsonaro: Apresenta um equilíbrio entre o eleitorado que o vê como ideal (47%) e aqueles que o consideram “o melhor entre os disponíveis” (40%);
- Terceira Via: Para nomes como Romeu Zema, a motivação é majoritariamente pragmática: 59% de seus eleitores dizem que ele não é o ideal, mas sim a melhor opção entre as existentes.
O “Voto Útil” e a Rejeição como Motor
O chamado “voto útil”, aquele depositado em um candidato apenas para evitar a vitória de outro, já é a realidade para 10% do eleitorado no primeiro turno.
Entre esses eleitores que votam estrategicamente, o principal alvo a ser evitado é o atual presidente: 64% deles votam para impedir a reitoria de Lula, enquanto 31% buscam evitar uma vitória de Flávio Bolsonaro.
Essa dinâmica de exclusão também transparece na análise da segunda opção de voto. Ronaldo Caiado lidera como o “plano B” mais forte, sendo a escolha de 18% do total de eleitores caso seu candidato principal não dispute
Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, Caiado (25%) e Zema (28%) são as alternativas preferidas. Já entre os eleitores de Lula, a maioria (44%) prefere anular o voto ou votar em branco caso não possa votar no petista.
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Metodologia da pesquisa
O levantamento do Instituto Nexus, encomendado pelo Banco BTG Pactual (Registro no TSE: BR-01489/2026), entrevistou 2.004 eleitores por telefone entre os dias 24 e 26 de julho de 2026. O nível de confiança da pesquisa é de 95% e a margem de erro é de dois pontos percentuais.




