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CPI convida Toffoli, Moraes e presidente do BC e convoca Campos Neto e Guedes

Comissão do Senado tenta avançar sobre suspeitas envolvendo o Banco Master, mas pode enfrentar questionamentos jurídicos

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado aprovou, nesta quarta-feira (25), uma série de convites e convocações para ouvir autoridades e ex-integrantes do governo federal. A iniciativa amplia o escopo das apurações do colegiado, que investiga a atuação e o funcionamento de organizações criminosas no país.

Entre os convidados estão os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, além da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Moraes. Também foi convidado o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo.

Como se tratam de convites, as autoridades não são obrigadas a comparecer.

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A lista inclui ainda o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa; o comandante do Exército, Tomás Miguel Ribeiro Paiva; integrantes do Ministério Público, das polícias Federal e Civil, do Bope do Rio de Janeiro, além de especialistas em compliance, criptoativos e financiamento do terrorismo, entre eles Loretta Napoleoni e Emanuele Ottolenghi.

Convocações

Diferentemente dos convites, as convocações aprovadas pela CPI obrigam o comparecimento. Os senadores decidiram convocar o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto e três ex-ministros do governo Jair Bolsonaro: Paulo Guedes (Economia), João Roma (Cidadania) e Ronaldo Vieira Bento (Cidadania).

No mesmo dia, o colegiado também aprovou a convocação do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e determinou a quebra de sigilos bancário e telefônico de empresa ligada a familiares de Dias Toffoli, no contexto das apurações sobre relações empresariais e financeiras envolvendo o banco.

Possível ampliação do foco

A CPI foi criada com o objetivo formal de investigar a atuação, a expansão e o funcionamento de organizações criminosas, especialmente facções e milícias, além de propor medidas para seu combate.

Nos bastidores, porém, senadores articulam para que o colegiado também avance sobre suspeitas envolvendo o Banco Master e possíveis conexões financeiras com agentes públicos e privados. A estratégia enfrenta resistências políticas e pode esbarrar em questionamentos jurídicos sobre o chamado “fato determinado” — o limite temático que justifica a criação de uma CPI.

O presidente da comissão é o senador Fabiano Contarato (PT-ES) e o relator é Alessandro Vieira (MDB-SE). Ambos têm trajetória na área policial e defendem aprofundar as investigações.

Paralelamente, a Polícia Federal retomou apurações relacionadas ao Banco Master, após mudança na relatoria de inquérito no STF. O ministro André Mendonça passou a conduzir o caso que antes estava sob responsabilidade de Dias Toffoli.

Leia mais: Após repercussão nacional, juiz recua e decide condenar homem por estupro de menina de 12 anos

A movimentação no Senado ocorre em meio a um cenário de novas operações policiais e decisões judiciais envolvendo suspeitas de corrupção, desvios de recursos e crimes financeiros, ampliando a pressão sobre autoridades e empresários citados nas investigações.

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