“Dark Horse”: PT e Prerrogativas acionam TSE para barrar filme durante período eleitoral

Ação cita suspeitas de abuso econômico e financiamento irregular na produção da cinebiografia de Jair Bolsonaro

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Jim Cazaviel como Jair Bolsonaro
(Foto: Divulgação/Dark Horse)

O Grupo Prerrogativas e o deputado federal Rogério Correia (PT) acionaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira (19/05) para pedir a suspensão da exibição do filme “Dark Horse” durante o período eleitoral de 2026. A obra é uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro e tem estreia prevista para setembro, próximo ao início oficial da campanha presidencial.

Na ação, os autores solicitam que o TSE determine a preservação de contratos, mensagens, relatórios financeiros e dados relacionados à produção do filme. O pedido também envolve informações de plataformas digitais e eventuais movimentações financeiras ligadas ao projeto.

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Segundo a representação, há risco de abuso de poder econômico, uso indevido dos meios de comunicação e financiamento político irregular. O documento é assinado pelos advogados Marco Aurélio de Carvalho e Reinaldo Santos de Almeida, além do parlamentar petista.

A petição cita reportagens publicadas pelo site Intercept Brasil que revelaram negociações envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, para financiar a produção do longa. Segundo os autores da ação, existem suspeitas de triangulação internacional de recursos, caixa dois, lavagem de dinheiro e doações empresariais indiretas.

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Os autores também argumentam que o filme possui forte conteúdo político e potencial impacto eleitoral por retratar Jair Bolsonaro em um momento próximo à disputa presidencial. A ação pede ainda que o TSE comunique o Ministério Público Eleitoral, a Procuradoria-Geral da República, a Polícia Federal, o Coaf, o Banco Central e a Receita Federal para investigar o financiamento da obra.

Em declaração sobre o caso, Rogério Correia afirmou que o filme seria uma “peça de campanha” financiada com recursos ilícitos. Questionado sobre comparações com homenagens ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Carnaval, o deputado afirmou que as situações são diferentes, argumentando que escolas de samba recebem subsídios públicos legais e sem envolvimento de irregularidades.

Até o momento, o TSE não se pronunciou sobre o pedido.

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