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Presidentes do TCU e BC se reúnem para discutir caso do Banco Master

Presidentes das instituições se reúnem em Brasília após divergências sobre atuação do Tribunal na análise do processo conduzido pela autoridade monetária

Por Redação TMC | Atualizado em
Câmera Fotográfica (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

O ministro Vital do Rêgo Filho, presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), e Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central (BC), se reúnem nesta segunda-feira (12/01) para tratar da fiscalização do processo de liquidação do Banco Master. O encontro acontece às 14h na sede do BC em Brasília e contará também com a participação do ministro Jhonatan de Jesus, relator do caso no TCU.

A reunião busca alinhar entendimentos sobre os limites de atuação das duas instituições federais após divergências sobre a fiscalização da liquidação do banco pertencente ao empresário Daniel Vorcaro, decretada em novembro de 2025.

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O episódio ganhou destaque quando o ministro Jhonatan de Jesus determinou inicialmente uma inspeção nos documentos do BC por considerar insuficientes as explicações sobre a liquidação do Banco Master. A autoridade monetária questionou a decisão, argumentando que tal procedimento deveria passar pelo colegiado do TCU.

Diante da contestação, o relator recuou e decidiu submeter a questão ao plenário do Tribunal. Em seu despacho, Jesus manteve sua interpretação sobre suas prerrogativas: “Sob o ângulo regimental, não procede a premissa de que a inspeção dependeria, necessariamente, de autorização exclusiva de órgão colegiado”.

O ministro explicou sua mudança de posição citando a repercussão do caso. “Ocorre que a dimensão pública assumida pelo caso, com contornos desproporcionais para providência instrutória corriqueira nesta Corte, recomenda que a controvérsia seja submetida ao crivo do Plenário, instância natural para estabilizar institucionalmente a matéria”, declarou o relator.

O setor bancário reagiu quando o TCU solicitou explicações ao BC com prazo de 72 horas sobre os fundamentos da liquidação. A Federação Brasileira de Bancos emitiu nota destacando que “a solidez e a resiliência do setor bancário e a independência do regulador do sistema financeiro são um ativo e um patrimônio nacional” e que “a força do setor bancário se alicerça na força do regulador, que somente se sustenta com respeito, credibilidade e dignidade institucional, pilares que sempre forjaram a atuação do Banco Central brasileiro”.

O encontro entre os presidentes das duas instituições poderá estabelecer parâmetros para a relação entre o TCU e o BC em casos semelhantes no futuro.

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