Flávio divulga nota sobre caso Vorcaro: “Não aceito que nos misturem com os bandidos do PT”

Senador diz que projeto sobre Jair Bolsonaro não utilizou recursos públicos e critica tentativa de “contaminação política” do caso.

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Senador Flávio Bolsonaro e Parlamentares da oposição durante coletiva a imprensa para falar sobre a condenação no STF.
(Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

O senador Flávio Bolsonaro divulgou uma nota oficial nesta quinta-feira (14/05) em resposta às denúncias envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e a captação de recursos para um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A manifestação ocorre após vazar um áudio de Flávio Bolsonaro cobrando Vorcaro cerca de R$ 61 milhões para financiar a produção audiovisual “Dark Horse”.

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Na nota, o senador afirma que sua atuação se restringiu à busca de investimento privado para uma produção cultural realizada nos Estados Unidos, sem utilização de recursos públicos, incentivos fiscais ou verbas governamentais.

Segundo Flávio, a relação com Daniel Vorcaro ocorreu exclusivamente no contexto da captação de investidores para o projeto cinematográfico. O parlamentar nega qualquer favorecimento político, empréstimo pessoal, vantagem indevida ou repasse de recursos ao deputado licenciado Eduardo Bolsonaro.

Flávio também sustenta que os aportes financeiros seriam destinados a um fundo específico da produção, com estrutura jurídica própria e fiscalização nos Estados Unidos.

Na defesa, o pré-candidato à Presidência da República destaca que o contato com Vorcaro aconteceu em 2024, antes das acusações atribuídas ao empresário se tornarem públicas. Ele argumenta que, naquele período, o banqueiro participava normalmente do mercado financeiro e de eventos empresariais no Brasil e no exterior.

Ainda de acordo com a nota, a relação entre as partes teria sido encerrada após o surgimento das denúncias e da interrupção dos aportes previstos para o projeto.

Flávio Bolsonaro também criticou tentativas de vincular o caso ao governo federal e ao PT. O senador afirmou que “não aceita” comparações com episódios envolvendo integrantes da atual gestão e declarou que não houve reuniões fora da agenda oficial, pagamentos a integrantes do governo ou promessas de favorecimento ao empresário.

Ao final da manifestação, o parlamentar defendeu a apuração do caso “com rigor e transparência” e reiterou apoio à instalação da CPI do Master.

Confira a nota oficial na íntegra:

“É preciso restabelecer os fatos e separar investigação séria de tentativa de contaminação política.

Minha participação no projeto do filme sobre o presidente Jair Bolsonaro limitou-se à busca de investimento privado para uma obra cultural privada, produzida nos Estados Unidos, sem recurso público, sem Lei Rouanet, sem Embratur, sem prefeitura e sem qualquer contrapartida ligada ao meu mandato.

Me relacionei com Daniel Vorcaro estritamente no papel de um filho que buscava patrocínio de um empresário para o filme em homenagem ao pai. Não houve doação, favor, empréstimo pessoal, camaradagem ou vantagem política. Ele fez um investimento que previa retorno financeiro conforme o desempenho comercial da obra. Também é falsa a insinuação de que recursos tenham sido destinados a Eduardo Bolsonaro: os aportes foram direcionados a um fundo específico da produção, com estrutura jurídica própria e fiscalização nos Estados Unidos.

A linha do tempo é decisiva. O contato ocorreu em 2024 quando os fatos hoje atribuídos a Vorcaro não eram conhecidos publicamente. À época, ele circulava normalmente no mercado, patrocinava eventos, programas de TV e iniciativas empresariais, inclusive evento empresarial em Nova York, promovido por um grande grupo de comunicação brasileiro, em maio de 2024, no qual foi apresentado ao mercado americano.

É nesse contexto que buscamos o investimento no filme.

Quando os aportes deixaram de ser cumpridos e as acusações vieram a público, a relação foi encerrada e outros investidores foram buscados.

Não vou aceitar que nos misturem com os bandidos do PT. As relações são completamente distintas. Não houve reunião fora de agenda com presidente da República, pagamento a ex-ministro por acesso ao governo, contrato milionário com o ministro da Justiça, que é o chefe da PF, nem houve qualquer promessa de favorecimento ao banqueiro.

Tentar colocar todos na mesma vala é uma distorção política inaceitável.

Por isso, defendo que todos os fatos sejam investigados com rigor e transparência. Por isso, exigimos a CPI do Master já.”

Leia mais: PT, PCdoB e PV acionam PGR e PF para investigar suposta lavagem de dinheiro ligada ao Banco Master e filme sobre Bolsonaro

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