Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato à Presidência pelo PL, solicitou nesta terça-feira (21/07) que nações estrangeiras mobilizem “a maior quantidade de observadores possíveis” para acompanhar as eleições brasileiras de outubro. A declaração ocorreu durante evento realizado em Brasília, com organização da agência Novo Selo Comunicação e do site The Brazilian Report.
Ao fazer o pedido, Flávio afirmou não estar questionando o sistema eleitoral brasileiro. “Não estou questionando o sistema de eleição brasileiro, mas que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possível para nossa eleição e pessoas que têm conhecimento sobre essa tecnologia”, declarou.
Durante o evento, o senador citou a empresa Smartmatic, de origem venezuelana, como suspeita de ter programado alterações em votações nas eleições daquele país em 2010. Segundo Flávio, um documento da CIA, agência de inteligência dos Estados Unidos, teria apontado manipulação naquele pleito.
“Uma das suspeitas é que uma empresa chamada Smartmatic, de origem venezuelana, tenha feito uma programação para alteração das votações naquele país”, disse. Não há confirmação independente da existência desse documento.
Flávio também afirmou que muitas das máquinas usadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem da Smartmatic. “Só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana”, frisou. A declaração retoma uma associação que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) já havia contestado.
Em 2020, o TSE divulgou nota afirmando que “São falsas as mensagens que circulam nas redes sociais, segundo as quais a empresa Smartmatic fornece urnas eletrônicas ou softwares utilizados em urnas no Brasil. Todo o projeto da urna eletrônica brasileira e do sistema eletrônico de votação foi concebido e é gerido inteiramente pela Justiça Eleitoral do país”.
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