O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reservou a agenda desta quarta-feira (24/06) para focar na articulação política do maior colégio eleitoral do país. Em reunião que teve início por volta das 17h, no Palácio do Planalto, o chefe do Executivo recebeu o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o ministro do Empreendedorismo, Márcio França, para desenhar os rumos e alianças da chapa em São Paulo.
O movimento reflete o peso estratégico que o estado tem nos planos do governo. Além de contar com Haddad e França como peças-chave nesse tabuleiro paulista, o núcleo político de Lula sabe que a força em São Paulo passa obrigatoriamente por costuras amplas.
O peso do xadrez paulista
Para amarrar o favoritismo e criar um palanque sólido, a articulação inevitavelmente orbita em torno de grandes nomes do estado que hoje compõem o primeiro escalão de Brasília:
Geraldo Alckmin: O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços traz o recall político do eleitorado do interior paulista.
Márcio França: Ex-governador de SP, transita com facilidade entre diferentes alas partidárias da região.
Simone Tebet: Embora tenha base e trajetória consolidada no Mato Grosso do Sul, a ministra do Planejamento ganhou enorme projeção e musculatura política exatamente no eleitorado urbano de São Paulo durante a última campanha presidencial, tornando-se peça fundamental nesse ecossistema de alianças locais.
O encontro de hoje buscou afinar o discurso entre as diferentes legendas aliadas e traçar uma estratégia unificada para consolidar esses nomes, garantindo que a base governista entre em São Paulo com força total e sem arestas a aparar.
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