Técnica de enfermagem registra BO contra senador Magno Malta por agressão em hospital

Profissional acusa parlamentar do PL de desferir tapa no rosto durante exame de angiotomografia no Hospital DF Star; defesa nega acusações

Por Redação TMC | Atualizado em
(Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Uma técnica de enfermagem acusa o senador Magno Malta (PL-ES) de agressão física durante procedimento médico. A profissional registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil do Distrito Federal na noite de quinta-feira (30/05). O parlamentar estava internado no Hospital DF Star para investigação de causas neurológicas e cardiovasculares. A defesa do senador nega as acusações.

Segundo o boletim de ocorrência, o incidente aconteceu durante exame de angiotomografia. A profissional levou o parlamentar até a sala de exame, realizou a monitorização e preparou o acesso venoso. O equipamento detectou oclusão e pressão durante a injeção de contraste, interrompendo automaticamente o procedimento.

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A técnica entrou na sala para verificar a situação. Ela identificou que o contraste havia extravasado no braço do senador. Conforme o relato registrado, “quando a vítima se aproximou para ajudá-lo, ele desferiu um tapa forte no rosto da vítima, chegando a entortar seus óculos”.

A profissional afirma que o parlamentar proferiu xingamentos. Ele teria chamado a técnica de “imunda” e “incompetente”. O documento registra que “A vítima informa que saiu da sala imediatamente e chamou a enfermeira e o médico, atendimento este que foi recusado pelo agressor”.

Malta foi internado na manhã de quinta-feira (30/05) após apresentar quadro de pressão baixa. O episódio ocorreu quando ele chegou ao Congresso Nacional para participar da sessão que derrubou o veto presidencial ao PL da Dosimetria. O senador foi submetido ao exame de angiotomografia durante a internação.

A assessoria jurídica do parlamentar informou ao g1 que ele está internado há dois dias no Hospital DF Star. O senador possui histórico de tratamento oncológico com comprometimento da medula óssea. A defesa afirma que o extravasamento do contraste causou trombose e hematoma no braço direito, quadro considerado de “elevada gravidade clínica”.

A assessoria jurídica de Magno Malta divulgou nota repudiando “com veemência” o que classificou como “grave distorção dos fatos”. A defesa sustenta que o contraste foi administrado de forma incorreta durante o exame.

Segundo a nota, o senador estaria sob forte medicação, com cognição afetada e em dor intensa. Ele teria reagido ao sofrimento físico “e não à pessoa da técnica”. A assessoria nega qualquer agressão física ou verbal. A defesa caracterizou o relato da profissional como “narrativa forjada”.

“Causa estranheza que a profissional envolvida tenha buscado registrar versão própria dos fatos, em evidente atitude defensiva diante da possibilidade de responsabilização pelo grave ocorrido”, afirma o senador em nota.

Os advogados do parlamentar analisam medidas judiciais. As ações incluem pedido de danos morais, notícia-crime por falsa comunicação de crime e representação no Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF). A defesa também avalia possível responsabilização do hospital.

O Hospital DF Star informou em nota que abriu apuração administrativa sobre o ocorrido. A instituição afirma que “vem dando todo o suporte à colaboradora que relatou ter sido vítima de agressão”.

A nota da assessoria do senador registra que “Diante da situação e da forma como foi tratado, o senador deixou sozinho a sala de exames (estava desacompanhado nesse momento)”.

O Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal repudiou o caso. O órgão informa que está acompanhando a situação e se coloca à disposição da profissional envolvida para oferecer suporte.

“A atuação desses profissionais não pode ser marcada por episódios de violência. Nenhuma posição ou condição autoriza agressões, e toda conduta dessa natureza deve ser tratada com o rigor da lei”, afirma a nota do Conselho.

“O Conselho também orienta que situações de violência sejam formalmente registradas, para que as medidas cabíveis sejam adotadas pelos órgãos competentes”, completa o posicionamento.

A Polícia Civil do Distrito Federal deverá investigar as circunstâncias do ocorrido para determinar o que efetivamente aconteceu durante o procedimento médico.

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