A polarização política no Brasil segue consolidada para as eleições presidenciais de 2026, com o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) tecnicamente empatados em um eventual cenário de segundo turno. De acordo com a nova pesquisa Futura/Apex divulgada nesta terça-feira (14/07), Lula registra 46,3% das intenções de voto contra 46,1% de Flávio Bolsonaro, configurando uma disputa acirrada e sem folga para nenhum dos lados. Os votos brancos, nulos ou em nenhum dos candidatos somam 6,5%, enquanto 1,1% não sabem ou não responderam.
No primeiro turno, a liderança também se concentra de forma isolada nos dois candidatos, que não veem ameaças diretas da chamada terceira via. No cenário principal estimulado, Lula atinge 40,1% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro com 36,8%. Os demais candidatos testados aparecem pulverizados: Ronaldo Caiado tem 3,7%, Romeu Zema 2,6%, Renan Santos 1,4%, Joaquim Barbosa 1,1% e Augusto Cury 0,7%. Os eleitores que declaram voto nulo, branco ou em ninguém somam 5,0%.
Em um segundo cenário testado para o primeiro turno, a dinâmica se repete: Lula marca 37,8% e Flávio Bolsonaro 35,7%. Ronaldo Caiado alcança 7,9%, seguido por Renan Santos com 7,3% e Romeu Zema com 3,4%. Ninguém, branco ou nulo somam 5,0%.
O diretor técnico da Futura, José Orrico, destaca que o atual empate no segundo turno representa a estabilização de um cenário em que a distância entre os dois candidatos, que já chegou a ser de oito pontos, se reduziu progressivamente. Um fator crucial que impede que a oposição cresça e que Lula se isole na liderança é o elevado índice de rejeição que atinge ambas as campanhas: cerca de 48% dos eleitores afirmam que não votariam no atual presidente de jeito nenhum, um padrão de rejeição que se repete em nível equivalente ou superior no candidato bolsonarista.
O levantamento da Futura Inteligência, em parceria com a Apex, ouviu 2.000 eleitores com 16 anos ou mais, por telefone (CATI), entre os dias 07 e 11 de julho de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07294/2026.




