A casa do ex-governador Cláudio Castro, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, foi alvo de uma ação de busca e apreensão da Polícia Federal, nesta sexta-feira (15/05). A operação investiga possíveis irregularidades e fraudes ligadas ao Grupo Refit.
As investigações apontaram fraudes fiscais, ocultação patrimonial e inconsistências relacionadas à operação de refinaria vinculada ao grupo.
Cláudio Castro estava com a família quando os agentes da PF chegaram ao apartamento do ex-governador na Zona Sudoeste do Rio. A informação foi confirmada pelo advogado do político. Em conversa com a imprensa após a ação, Carlo Luchione explicou que está buscando acesso a mais informações e detalhes da decisão que determinou a operação. A medida partiu do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Na casa de Castro, os agentes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão. A PF apura supostas irregularidades e fraudes ligadas a Refit. O advogado do ex-governador afirmou que desconhece qualquer tipo de ligação entre Claudio e a empresa nesse sentido.
Agentes da corporação deixaram a superintendência durante as primeiras horas da manhã desta sexta. Na ação, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal, após autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Com o apoio técnico da Receita Federal, a Justiça ainda determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas.
Além de Castro, o empresário e advogado Ricardo Magro, dono da Refit, também é alvo da ação. O nome dele foi incluído na Difusão Vermelha da Interpol.
Carlo Luchione, advogado de Cláudio Castro, diz que ainda nao tem conhecimento da motivação da busca e apreensao, determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.
Castro abandonou o cargo de governador no dia 23 de março, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retomou o julgamento que analisava acusações de abuso de poder político e econômico. A manobra impediu a cassação formal do mandato.
O TSE concluiu o processo e declarou o ex-governador inelegível. Segundo o tribunal, a renúncia tornou prejudicada a análise sobre perda do cargo, mas manteve a punição eleitoral relacionada às eleições de 2022.
Com a saída de Castro, o Rio de Janeiro enfrenta crise institucional inédita. O estado ficou sem governador e vice-governador simultaneamente, situação que levou o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça, a assumir interinamente.
O Supremo Tribunal Federal (STF) debate qual será o formato para escolha do próximo governador. A discussão envolve definir se haverá eleição indireta ou outro mecanismo para preencher o mandato até o fim de 2026.
Apesar da inelegibilidade declarada pelo TSE, Castro mantém planos de disputar vaga no Senado nas eleições de outubro. A estratégia depende de recursos jurídicos que possam reverter a punição eleitoral.




