A convocação do atacante Neymar para a Copa do Mundo 2026 tem repercutido desde que o técnico italiano Carlo Ancelotti oficializou a lista, em 18 de maio. Nos bastidores, Francisco Mendes, filho do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes é quem tem garantido ter feito o astro ser convocado de acordo com informações do jornalista Lauro Jardim divulgadas em sua coluna no O Globo.
Homem forte da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Francisco Mendes tem falado para interlocutores que “quem convocou o Neymar fui eu”. Ele teria dito isso no “Gilmarpalooza”, apelido do Fórum Jurídico de Lisboa.
Conheça, abaixo, quem é o filho do ministro do STF.
Quem é Francisco Mendes, que diz ter convocado Neymar para a Copa do Mundo?
Nos corredores da CBF, Francisco Mendes é um dos nomes mais influentes justamente por ser filho do ministro do STF. Embora não tenha nenhum cargo oficial na entidade, tem sido um articulador para além das quatro linhas, com parcerias estratégicas.
Francisco Mendes é diretor-geral do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), fundado por Gilmar Mendes e que tem contrato com a CBF desde 2023. Ele também é membro da comissão de disciplina da Fifa.
Desde a eleição do presidente Samir Xaud, Francisco Mendes ganhou ainda mais poder internamente.
Antes de sua participação junto à CBF, Francisco Mendes já tinha envolvimento com a Federação Mato-Grossense de Futebol. O filho de Gilmar Mendes chegou a chefiar delegações de dirigentes que fizeram excursões por Inglaterra, Alemanha e Espanha.
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E quem é Gilmar Mendes, ministro do STF?
Gilmar Ferreira Mendes, natural de Diamantino (MT), é a figura mais longeva em atividade no Supremo Tribunal Federal (STF). Nomeado em 2002 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso — de quem fora Advogado-Geral da União —, o ministro assumiu sua cadeira com uma bagagem acadêmica robusta, incluindo mestrado pela UnB e doutorado pela Universidade de Münster, na Alemanha. Ao longo de mais de duas décadas na Corte, Mendes consolidou-se como o decano, posição que lhe confere não apenas a precedência regimental nos julgamentos, mas o papel de memória viva e de um dos principais pilares da evolução constitucional brasileira contemporânea.
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Conhecido por seu estilo assertivo e retórica afiada, Gilmar Mendes é uma das mentes jurídicas mais influentes e polarizadoras do país. Sua atuação é historicamente marcada pela defesa intransigente das garantias individuais e do devido processo legal, postura que o colocou no centro de embates históricos, como as discussões sobre a prisão em segunda instância e as críticas contundentes aos métodos da Operação Lava Jato. Transitando com rara habilidade entre o garantismo penal e o pragmatismo institucional, ele personifica o magistrado que não teme o desgaste público ao pautar e decidir temas de altíssima voltagem política.
Para além das decisões no plenário, o ministro exerce um poder de articulação que ultrapassa as fronteiras do Judiciário, sendo considerado um dos principais termômetros e interlocutores da República em Brasília. Fundador do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), Mendes une a influência acadêmica ao trânsito livre entre os mais diferentes espectros políticos, atuando frequentemente como uma força de interlocução em momentos de tensionamento entre os Poderes. Seu legado confunde-se com a própria história democrática recente do Brasil, desenhando o perfil de um juiz que enxerga o Direito não apenas como texto, mas como um instrumento dinâmico de estabilização política e social.




