- Testes do pedágio free flow começaram na Via Anchieta (km 33) e Rodovia dos Imigrantes (km 29)
- Tarifa cai de R$ 38,70 para R$ 19,35 por trecho a partir de 1º de julho
- Cobrança só começa após homologação do sistema pela Artesp
- Cabines atuais serão demolidas quando a implantação estiver completa
A Ecovias Imigrantes deu início, na quarta-feira (10/06), à fase de testes do pedágio eletrônico free flow, modelo sem cabines, no Sistema Anchieta-Imigrantes, que liga São Paulo ao litoral paulista. Os pórticos já estão instalados na Via Anchieta no km 33 e na Rodovia dos Imigrantes no km 29, nos dois sentidos. Por enquanto, nenhuma tarifa é cobrada dos motoristas.
A mudança mais concreta para quem usa a via chega em 1º de julho: a tarifa atual de R$ 38,70 será dividida em dois trechos. Cada um custará R$ 19,35, um para a subida e outro para a descida em direção ao litoral. O valor total permanece o mesmo, mas a cobrança passa a ser fracionada por trecho percorrido.
Como funciona o novo sistema
Os pórticos usam câmeras OCR (que leem placas automaticamente), sensores laser e antenas para identificar os veículos em movimento. A tecnologia reconhece tanto placas comuns quanto tags eletrônicas, adesivos usados em serviços de pagamento automático. O sistema foi desenvolvido para funcionar mesmo em situações de neblina ou tráfego intenso, comuns na serra entre São Paulo e Santos.
Segundo Ronald Marangon, diretor-superintendente da Ecovias Imigrantes, “Esta etapa tem como objetivo validar o funcionamento da tecnologia em condições reais de tráfego. O sistema passa por testes para aferir a leitura de tags e placas e preparar a transição para o novo modelo de cobrança”.
Próximas etapas antes da cobrança
Antes de qualquer débito aos usuários, o sistema precisa ser homologado pela Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp). Só após essa aprovação a cobrança será ativada. A data exata da homologação ainda não foi divulgada.
As praças de pedágio atuais, as cabines físicas onde os motoristas param para pagar, serão demolidas depois que a implantação do free flow estiver concluída. A transição faz parte de um plano mais amplo de modernização das rodovias paulistas, coordenado pelo Governo do Estado de São Paulo por meio da Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI).
A Ecovias Noroeste Paulista, do mesmo grupo EcoRodovias, foi a primeira concessão estadual de São Paulo a operar o modelo free flow. A Ecovias Imigrantes segue o mesmo caminho agora.




