Arthur Igreja
Arthur Igreja Mais sobre o autor

Arthur Igreja é especialista em Tecnologia e Inovação. TEDx speaker e autor do livro “Conveniência é o Nome do Negócio”. Certificações executivas em Harvard e Cambridge. Atuação profissional em mais de 25 países. Anualmente, ministra mais de 150 palestras no Brasil, América do Sul, EUA e Europa. Ele é Masters em International Business pela Georgetown University (EUA), Masters of Business Administration pela ESADE (Espanha) e Mestrado Executivo em Gestão Empresarial pela FGV. Pós-MBA e MBA pela FGV.

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Inteligência artificial pode acelerar desenvolvimento de medicamentos

Isso permite antecipar resultados e testar combinações de materiais e elementos com maior eficiência

Por Arthur Igreja | Atualizado em
O teste avaliou qualidade, raciocínio, precisão, didática, velocidade, versatilidade e consistência. (Imagem: Freepik)
(Imagem: Freepik)

Na coluna de hoje, o destaque recai sobre um aspecto ainda pouco explorado da inteligência artificial: seu potencial de gerar impactos profundos na pesquisa científica, especialmente no desenvolvimento de novos medicamentos.

O debate sobre IA costuma se concentrar nos efeitos sobre o mercado de trabalho, nas transformações das profissões e nos receios associados à tecnologia. No entanto, há uma dimensão menos discutida e potencialmente mais transformadora relacionada à pesquisa, sobretudo na descoberta de novas moléculas e tratamentos capazes de chegar mais rapidamente à população, inclusive para doenças hoje consideradas intratáveis.

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Parte relevante desse processo ainda depende de tentativa e erro, o que impõe desafios significativos. O desenvolvimento de medicamentos pode ultrapassar a marca de US$ 10 bilhões e levar mais de uma década até sua conclusão.

Com o avanço da inteligência artificial, esse modelo começa a ser redesenhado. A tecnologia não apenas encurta etapas desse ciclo, como também passa a atuar na simulação do funcionamento de órgãos, tecidos e sistemas do corpo humano. Isso permite antecipar resultados e testar combinações de materiais e elementos com maior eficiência.

Há exemplos recentes que ilustram essa mudança. Um medicamento desenvolvido com o apoio de IA teve seu ciclo concluído em menos de 30 dias, evidenciando o potencial de redução drástica no tempo de pesquisa.

O movimento já mobiliza grandes empresas de tecnologia. A Anthropic, concorrente da OpenAI, anunciou a aquisição da startup Coefficient Bio por US$ 400 milhões. A empresa, com apenas oito meses de operação, atua justamente na aplicação de IA para pesquisa de medicamentos.

A aquisição ocorre após o lançamento de um módulo voltado às ciências da vida dentro do Claude, sistema de inteligência artificial da companhia, direcionado à pesquisa científica.

O volume recente de iniciativas e investimentos reforça a expectativa de que a inteligência artificial terá papel central na aceleração da inovação científica, com impactos relevantes para a medicina e para a sociedade nos próximos anos.

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