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Petróleo cai após captura de Maduro e planos de Trump para setor venezuelano

Operação militar americana na Venezuela foi seguida por anúncio de Trump sobre abertura do setor petroleiro do país para empresas dos Estados Unidos.

Por Redação TMC | Atualizado em
Estação de petróleo
Câmera Fotográfica (Foto: REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria)

Forças militares dos Estados Unidos capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro, provocando queda nos preços do petróleo nesta segunda-feira (05/12). A operação foi seguida pelo anúncio de Donald Trump sobre planos de abertura do setor petroleiro da Venezuela para empresas americanas. A intervenção ocorreu no país sul-americano durante o fim de semana.

No início da manhã, o petróleo tipo Brent registrou redução de aproximadamente 1%, chegando a US$ 60 por barril às 6h05, horário de Brasília. Posteriormente, às 8h, apresentou ligeira recuperação de 0,13%, atingindo US$ 60,83. O petróleo americano WTI também sofreu declínio inicial de cerca de 1%, sendo comercializado a US$ 56 o barril, com posterior alta de 0,30%, alcançando US$ 57,49 às 8h.

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A volatilidade nos preços acontece mesmo após os ataques em larga escala realizados na Venezuela há dois dias. Analistas do mercado indicam que a situação atual diminui preocupações sobre possíveis interrupções no fornecimento de petróleo venezuelano.

A presidente em exercício da Venezuela, Delcy Rodríguez, enviou uma carta aberta a Donald Trump no domingo (04/01), solicitando diálogo entre os países. O documento foi divulgado menos de 24 horas após a retirada forçada de Maduro do território venezuelano.

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“Agenda de colaboração” foi um dos termos utilizados por Rodríguez na carta, onde também afirmou que a Venezuela “aspira viver sem ameaças externas”. O alto comando militar venezuelano reconheceu a autoridade de Delcy após a saída de Maduro.

Bjarne Schieldrop, analista do banco SEB, avaliou a situação: “Isso diminui a chance de um bloqueio prolongado às vendas de petróleo do país, que em breve pode voltar a circular livremente”.

As ações de empresas petroleiras americanas responderam positivamente aos acontecimentos. A Chevron destacou-se com aumento de aproximadamente 10% na manhã desta segunda-feira. Outras companhias como ConocoPhillips e Exxon Mobil também registraram valorização antes da abertura do mercado.

Especialistas alertam que o aumento da produção petroleira venezuelana demandará investimentos significativos e poderá levar anos para ser concretizado, apesar da Venezuela possuir as maiores reservas petrolíferas do mundo. Atualmente, o país produz cerca de um milhão de barris diários.

Os detalhes sobre a implementação da abertura do setor petroleiro venezuelano para empresas americanas e o processo de transição política após a captura de Maduro ainda não foram divulgados.

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