O Ministério da Fazenda revisou suas estimativas econômicas e agora projeta que a inflação oficial do país deve estourar o teto estabelecido para 2026. De acordo com os dados apresentados no boletim Macrofiscal divulgado nesta quarta-feira (15), a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu para 5,1%.
A meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que deve ser perseguida pelo Banco Central, tem centro estabelecido em 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Com isso, o limite superior de tolerância é de 4,5% — patamar que a própria Fazenda estimava alcançar no boletim anterior, divulgado em maio.
O que pressiona a inflação?
De acordo com o relatório bimestral divulgado pela pasta, os principais fatores que motivaram essa revisão para cima nos preços ao consumidor são:
Clima e alimentos: A previsão de um fenômeno El Niño mais intenso no segundo semestre deve trazer maior pressão sobre os preços dos alimentos do que o projetado anteriormente.
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Petróleo e indústria: Os efeitos secundários do choque internacional nos preços do petróleo continuam a pesar na economia, somando-se a um repasse ainda pendente de reajustes da produção industrial para as prateleiras de consumo.
Serviços e bens: Houve aceleração acima do esperado no setor de serviços e em bens industriais (desconsiderando o etanol).
Expectativas do mercado: O cenário se alinha à piora das estimativas coletadas pelo boletim Focus, do Banco Central, onde as projeções do mercado financeiro para 2026 subiram de 4,9% para 5,3%.
PIB se mantém estável
Apesar da deterioração no cenário inflacionário, a equipe econômica não alterou as perspectivas para a atividade produtiva do país. A estimativa oficial de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para o ano de 2026 permaneceu mantida em 2,3%.




