Marinho afirma que fim da escala 6×1 pode ser aprovado em ano eleitoral

Ministro do Trabalho destaca importância da mobilização social para aprovação da proposta

Por Redação TMC | Atualizado em
(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que a aprovação do fim da escala de trabalho 6×1 é viável mesmo em 2026, apesar do calendário eleitoral.

Ele fez essa declaração nesta quarta-feira (7/01) durante sua participação no programa “Bom Dia, Ministro”, transmitido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), em Brasília.

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Para o ministro, o fim desse regime de trabalho, considerado pelo governo como uma pauta prioritária, não encontra obstáculos no fato de 2026 ser um ano de eleições.

Marinho destacou que a mobilização social será fundamental para o avanço da proposta. “Se é possível no calendário do ano eleitoral você aprovar uma medida tão importante como essa e com forte impacto no mercado de trabalho e no ambiente do mercado de trabalho? Sim, isso é plenamente possível. Muita gente vê como uma contradição, eu vejo como uma possível oportunidade”, disse o ministro.

O titular da pasta do Trabalho ressaltou a importância da participação popular no processo. “Eu chamo a atenção disso porque a efetiva participação da sociedade é um motor necessário, importante no processo de convencimento a cada deputado e deputada, a cada senador e senadora e ao empresariado também”, declarou.

A medida afetaria trabalhadores que atualmente cumprem jornadas de seis dias consecutivos seguidos por apenas um de descanso. O governo classifica esse regime como o mais severo entre os existentes no país.

Marinho também afirmou que é possível conciliar a mudança com as demandas econômicas brasileiras. “É plenamente possível fazer, é plenamente possível dizer a toda a atividade econômica do Brasil que é possível você acabar com a seis por um, mantendo as necessidades econômicas do país”, afirmou.

A entrevista não apresentou dados específicos sobre o número de trabalhadores que seriam impactados pela mudança, nem detalhes sobre qual seria o modelo substituto para a atual escala 6×1.

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