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Mulher tentou acalmar agente dos EUA antes de ser morta: “Está tudo bem, cara”

"Está tudo bem, cara. Eu não estou brava com você”, disse Renee, pouco antes de ser baleada por um agente de imigração dos EUA

Renee Nicole Good, de 37 anos, foi morta pelo agente Jonathan Ross do Serviço de Imigração e Fronteiras dos Estados Unidos (ICE), durante uma abordagem em Minneapolis. O incidente ocorreu na quarta-feira (7), quando a mãe de três filhos foi atingida por três tiros à curta distância. 

Um vídeo do momento do disparo foi divulgado pelo Departamento de Segurança Interna (DHS), na última sexta-feira (9). As imagens, registradas pelo celular do próprio agente, mostram a interação entre Renee, a esposa dela e os agentes federais antes dos tiros.

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“Está tudo bem, cara. Eu não estou brava com você. Eu não estou brava com você”, disse Renee a Ross, pouco antes de ser baleada. 

Autoridades americanas afirmam que o agente atirou porque a mulher teria avançado com o veículo na direção dele. A administração Trump informou que a ICE tentava remover um veículo preso na neve, quando foram, supostamente, atacados, o que teria justificado a reação armada.

Perfil de Renee

Renee era cidadã americana, poeta premiada e guitarrista amadora, recém-mudada para Minneapolis. Após ser baleada, perdeu o controle do veículo, que colidiu contra um poste.

“Está tudo bem. A gente não muda nossa placa do carro todas as manhãs, só para você saber. Será a mesma placa quando você voltar para conversar conosco mais tarde. Está tudo bem. (Somos) cidadãos dos Estados Unidos. Quer vir nos pegar? Eu te diria para ir comer alguma coisa, grandalhão”, disse a mulher.

Protestos

Minneapolis enfrenta manifestações contra as ações do ICE desde quinta-feira (8). Os protestos já se espalharam por cerca de dez outras cidades americanas. Minneapolis e a vizinha St. Paul estão em alerta desde o anúncio da operação migratória.

Quinta morte desde 2024

Este é o quinto caso de morte em ações semelhantes em diferentes estados americanos desde 2024, segundo autoridades. A operação em Minneapolis e St. Paul conta com aproximadamente 2 mil agentes e oficiais, conforme anunciado pelo DHS, e está parcialmente ligada a investigações sobre supostas fraudes envolvendo residentes de origem somali.

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