A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, afirmou que o Brasil implementa atualmente uma combinação de políticas econômicas dos primeiros governos Lula e do primeiro mandato de Dilma Rousseff. A declaração foi feita durante sua participação no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, onde representou o governo brasileiro em um painel sobre economia latino-americana.
Dweck participou do painel “Superando o teto de crescimento da América Latina”, no qual explicou as estratégias adotadas pelo atual governo para impulsionar o crescimento econômico do país.
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“Temos uma combinação dos mandatos anteriores em um período mais curto. O Brasil foi incorporando novas dinâmicas de crescimento. E, agora, elas foram consolidadas“, declarou a ministra durante o evento.
Reorganização fiscal e investimentos públicos
A ministra destacou a reorganização fiscal promovida pela atual administração, apresentando dados que mostram uma redução de 70% no déficit fiscal brasileiro em comparação com o início do governo.
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“Houve redução do déficit fiscal mesmo com a retomada dos programas de transferência de renda e do investimento público”, afirmou Dweck, repetindo argumento já utilizado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Segundo a ministra, esta reorganização fiscal foi fundamental “para trazer o investimento público e reforçar as políticas sociais”.
Estímulo ao capital privado
Dweck explicou que as ações governamentais no campo fiscal têm estimulado novos projetos de capital privado no país. “No Brasil, o investimento privado é muito puxado pelo público, como as concessões que estão muito fortes”, disse.
A ministra da Gestão foi a principal autoridade brasileira presente no Fórum Econômico Mundial de 2026. Em sua exposição, ela ressaltou que o Brasil tem apresentado um ritmo de crescimento mais acelerado que no passado.
Reforma tributária e redução de desigualdades
Durante o painel, Dweck abordou as medidas adotadas para reduzir a desigualdade social no país. Ela destacou a reforma tributária implementada pelo atual governo.
“O Brasil conseguiu uma reforma tributária que simplifica o que era um dos piores sistemas tributários do mundo para um dos mais simples”, afirmou a ministra.
A representante brasileira mencionou as mudanças no imposto de renda, com redução da regressividade, classificando esta iniciativa como “uma mudança distributiva muito grande”.
Recomposição de gastos e nova política industrial
No campo orçamentário, a ministra ressaltou que o atual governo recompôs gastos com políticas públicas nas áreas de saúde e educação.
Dweck também fez referência ao lançamento de uma nova política industrial que, segundo ela, é “mais ativa” e “cria uma nova base de crescimento” para o país.
