Por Henrique Carmo
O Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) pediu a retirada urgente de nove idosos que viviam em um abrigo clandestino em Taguatinga Norte. A decisão foi tomada após uma fiscalização conjunta com a Vigilância Sanitária revelar uma série de irregularidades graves.
Durante a vistoria, realizada na terça-feira (27/01), os auditores encontraram alimentos vencidos e com bichos, reaproveitamento de restos de comida e armazenamento inadequado de medicamentos. Além disso, havia produtos de limpeza guardados junto a alimentos e fraldas, infiltrações, mofo, traças e insetos nos quartos.
Segundo o MP, o abrigo, localizado na QNM 40, não tinha nenhuma condição de acolher os moradores. O local funcionava sem licença sanitária, sem CNPJ e sem um responsável técnico habilitado, o que caracteriza atividade clandestina.
Com a situação considerada crítica, o espaço foi interditado imediatamente, e os familiares dos idosos estão sendo contatados para fazer a retirada dos parentes até o fim da semana.
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A Promotoria de Justiça da Pessoa Idosa (Projid) acompanha o caso junto ao Conselho dos Direitos do Idoso. O estabelecimento foi autuado e vai responder a processo administrativo pela Vigilância Sanitária.
A operação foi motivada por uma denúncia encaminhada à Ouvidoria da Secretaria de Saúde. Conforme o órgão, as condições encontradas representavam risco direto à saúde e à dignidade dos idosos, o que reforçou a necessidade de interdição imediata e da transferência dos moradores para locais seguros.




