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Polícia prende quadrilha especializada em fraudes eletrônicas no DF

Grupo criminoso usava imóveis alugados como “escritórios do crime” e causou prejuízo superior a R$ 360 mil a instituições financeiras

Por Henrique Carmo

14 mandados judiciais, sendo seis de prisão preventiva e oito de busca e apreensão, foram cumpridos nesta quinta-feira (29/01) pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) em uma operação para desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas financeiras. As diligências foram simultaneamente em Samambaia, Areal, Ceilândia e Riacho Fundo, além dos municípios de Aragarças, em Goiás, e Barra do Garças, no Mato Grosso.

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De acordo com a polícia, o prejuízo causado pela organização criminosa já ultrapassa R$ 360 mil, sendo R$ 244.131,79 registrados pelo Banco Sicredi e R$ 120 mil pelo Banco do Brasil, em casos identificados no Distrito Federal. Para garantir o ressarcimento e enfraquecer a estrutura financeira do grupo, a Justiça determinou o bloqueio de valores em contas vinculadas aos investigados.

Como o grupo atuava

As investigações apontaram que o grupo atuava de forma itinerante, alugando imóveis por curtos períodos, por meio de plataformas digitais, para montar estruturas temporárias usadas na prática dos crimes. Nesses locais, eram instalados equipamentos de informática e impressão utilizados para a execução das fraudes, estratégia adotada para dificultar a identificação e a localização dos suspeitos.

Segundo a PCDF, a quadrilha utilizava softwares de automação para realizar uma triagem detalhada das vítimas. O sistema selecionava principalmente servidores públicos com alta margem consignável, bom histórico de crédito e ausência de dívidas, considerados alvos preferenciais para a aplicação dos golpes.

Para a abertura de contas bancárias digitais, os criminosos recrutavam pessoas em situação de vulnerabilidade social, utilizadas para burlar sistemas de reconhecimento facial das instituições financeiras. Paralelamente, um núcleo especializado produzia documentos falsificados de alta qualidade, como carteiras de identidade e habilitação, com dados das vítimas e imagens dos chamados “atores”, garantindo a validação das contas.

Após a abertura das contas, eram realizadas movimentações financeiras de pequeno valor para simular uma rotina legítima. Em seguida, o grupo buscava a liberação de limites mais elevados e promovia a violação da autenticação em dois fatores da plataforma Sou.Gov, elevando o nível de acesso das contas para contratar empréstimos fraudulentos em nome das vítimas.

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