Coronel Henguel Ricardo Pereira assume cargo de número 2 da Segurança Pública de SP

Indicação para a SSP ocorre após quatro anos de atuação de Henguel como coordenador da Defesa Civil estadual, cargo que assumiu em 2022

Por Redação TMC | Atualizado em
Coronel Henguel Ricardo Pereira é o novo número 2 da SSP de São Paulo. (Foto: Divulgação/Governo de SP)

O coronel da Polícia Militar Henguel Ricardo Pereira será o novo secretário-executivo da Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo, segundo posto mais importante da pasta. A nomeação será oficializada no Diário Oficial nesta segunda-feira (02/02). Atualmente, ele ocupa os cargos de chefe da Casa Militar e coordenador da Defesa Civil estadual.

Henguel ficará subordinado ao secretário titular, delegado Osvaldo Nico Gonçalves. Ele substituirá Paulo Maculevicius Ferreira, também coronel da PM, que deixará a função. Para o lugar de Henguel na Defesa Civil, foi indicado o tenente-coronel Rinaldo de Araújo Monteiro, atual coordenador do órgão na região do Vale do Paraíba.

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Trajetória na Defesa Civil

A indicação para a SSP ocorre após quatro anos de atuação de Henguel como coordenador da Defesa Civil estadual, cargo que assumiu em 2022. Em comunicado, a SSP destacou que Henguel “focou em investimentos em obras de prevenção e recuperação” e “foi responsável pela modernização do sistema de monitoramento meteorológico, implantando novos radares e sirenes em áreas de risco” durante a gestão.

À frente da Defesa Civil, o coronel coordenou o envio de equipes para auxiliar no terremoto da Turquia, em 2023, e liderou o comitê nacional de apoio ao desastre no Rio Grande do Sul em 2024.

Carreira policial e formação

Henguel ingressou na Academia de Polícia Militar do Barro Branco em 1989 e tornou-se aspirante a oficial em 1993. Durante sua carreira na PM paulista, atuou em diferentes unidades, incluindo o Policiamento de Choque e o Comando de Bombeiros Metropolitano.

O coronel participou de operações de grande repercussão, como o atendimento ao incêndio no Memorial da América Latina em 2013 e o acidente com o avião da TAM em 2007.

Ele também foi um dos coordenadores do Gradi (Grupo de Repressão e Análise dos Delitos de Intolerância), órgão que recrutava detentos para infiltração no PCC. O Gradi esteve envolvido na Operação Castelinho em 2002, quando 12 suspeitos foram mortos em uma barreira policial. Investigações apontaram que infiltrados do grupo convenceram os suspeitos a tentarem um assalto a um avião pagador fictício em Sorocaba, supostamente transportando R$ 28 milhões.

Durante a operação, os policiais efetuaram mais de 700 disparos. Tanto Henguel quanto os outros 52 réus denunciados foram absolvidos pela Justiça brasileira, que aceitou o argumento de legítima defesa. Em 2024, a Corte Interamericana de Direitos Humanos condenou o Estado brasileiro pela operação.

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