O Governo Federal condicionou a finalização do pacote de medidas de suporte aos setores afetados pelas restrições comerciais norte-americanas à confirmação oficial da nova política tarifária de Washington. A declaração foi feita pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante coletiva na sede da pasta, em Brasília, ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin.
O ponto central de análise da equipe econômica está no anúncio previsto para esta sexta-feira, quando o governo dos Estados Unidos deve formalizar a aplicação de uma cobrança adicional de 12,5%, medida que deve atingir cerca de 60 países. O Ministério busca esclarecer se o novo percentual será somado à taxa de 25% já incidente sobre as mercadorias brasileiras — o que elevaria o encargo total para 37,5% — ou se funcionará como substituição ao índice em vigor.
A definição dessa alíquota é apontada pela pasta como um passo necessário para dimensionar com precisão o volume de recursos das linhas de crédito, além das garantias financeiras e incentivos fiscais que integrarão as ações do Plano Brasil Soberano. O programa do Executivo visa conter os reflexos econômicos sobre a cadeia produtiva e preservar postos de trabalho no setor fabril nacional.
A incerteza sobre o cálculo final das tarifas afeta diretamente segmentos exportadores de peso no comércio bilateral, a exemplo da indústria de máquinas e equipamentos. De acordo com o ministério, o desenho definitivo dos instrumentos de auxílio do governo brasileiro dependerá da confirmação da estrutura tarifária por parte da administração norte-americana.
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