A Justiça do Rio mandou prender de novo o cantor de funk e rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam, por desrespeitar o uso da tornozeleira eletrônica. A decisão é da juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal, que apontou a violação do equipamento 22 vezes.
Na segunda-feira (2), o ministro do Superior Tribunal de Justiça Joel Ilan Paciornik revogou o habeas corpus que beneficiava o artista. Segundo o STJ, Oruam deixou a tornozeleira descarregada por longos períodos e, por isso, descumpriu reiteradamente o monitoramento eletrônico. No ano passado, o próprio ministro foi a favor da liberdade do rapper por considerar que a prisão preventiva foi mantida com base em fundamentação insuficiente e vaga.
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Oruam é acusado de duas tentativas de homicídio qualificado contra policiais civis durante uma operação no Rio, em 2025, quando os agentes foram à casa dele no Joá, na Zona Sul do Rio, cumprir um mandado de busca e apreensão contra um adolescente suspeito de integrar o Comando Vermelho. Orum e os amigos atacaram os policiais com pedras. Entre eles, um delegado.
O advogado do rapper, Fernando Henrique Cardoso, nega que a tornozeleira foi desligada de propósito. Segundo ele, o equipamento já apresentava problemas e Oruam chegou a ser chamado na Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) para trocar o dispositivo, ocasião em que a tornozeleira foi trocada.
