Um estudo sobre alterações na jornada de trabalho brasileira apresenta projeções de impacto econômico que incluem possível contração do Produto Interno Bruto. A análise indica que mudanças na carga horária podem afetar a geração de riqueza nacional. O Congresso Nacional deve analisar propostas relacionadas ao tema nas próximas semanas como uma das prioridades legislativas.
A pesquisa projeta que o PIB brasileiro poderia sofrer contração em torno de 6,2% caso ocorram modificações na estrutura de trabalho sem ajustes complementares no sistema econômico. Essa projeção considera a relação entre custos trabalhistas e capacidade produtiva do país.
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A base para essa estimativa está na dinâmica entre produtividade e despesas com contratações. A redução da carga horária de um colaborador exigiria a contratação de novos funcionários para manter o mesmo volume de produção. Outra alternativa seria o pagamento de horas extras. Ambas as opções elevariam os custos para as empresas.
O estudo apresenta dados sobre a evolução da produtividade no país. Entre 2012 e 2024, o crescimento da produtividade do trabalhador brasileiro ficou em 0%. Esse resultado indica que o aumento de horas trabalhadas não resultou em maior capacidade de produção ao longo de mais de uma década.
A pesquisa apresenta números sobre despesas com contratações. Dependendo do tipo de vínculo empregatício, o custo pode ser até 80% superior ao salário base para quem contrata. Esse percentual se aplica especialmente no regime CLT. Essa estrutura tributária precisaria passar por reformulação para viabilizar mudanças na jornada sem comprometer a sustentabilidade das empresas.
O aumento de custos sem aumento de produtividade afeta a geração de riqueza. Pelo lado humano, trabalhar na escala 6×1, com uma folga por semana, é custoso emocionalmente para o colaborador. O ser humano está precisando de descanso.
A economia não é uma ciência exata, mas humana. Estudos econômicos direcionam-se para determinados entendimentos sobre geração de riqueza.
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