O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton presta depoimento nesta sexta-feira (27/2) ao Comitê da Câmara dos Representantes sobre sua relação com o financista Jeffrey Epstein, condenado por abuso e tráfico sexual.
A audiência acontece um dia após a esposa dele e ex-secretária de Estado Hillary Clinton ter sido ouvida sobre o mesmo tema. O comitê, de maioria republicana, investiga as atividades e os relacionamentos políticos mantidos por Epstein.
O nome de Bill Clinton aparece em diversos documentos do caso. Os arquivos incluem uma fotografia do ex-presidente com o torso nu em uma jacuzzi ao lado de Jeffrey Epstein. Outra imagem mostra o ex-líder democrata nadando com uma mulher de cabelo escuro, que parece ser Ghislaine Maxwell, cúmplice do criminoso sexual. Clinton não foi implicado em nenhum crime.
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Bill reconhece que viajou no avião de Jeffrey diversas vezes no início dos anos 2000, em “missões humanitárias relacionadas à Fundação Clinton“, mas afirma que nunca esteve na ilha particular do financista, no Caribe. Clinton ressalta que rompeu laços com Epstein antes dele ser condenado por crimes sexuais, em 2008.
O ex-presidente solicitou que seu depoimento fosse realizado em público. O Congresso dos Estados Unidos, porém, não permitiu. Bill Clinton destaca que a menção de seu nome nos arquivos do caso não constitui prova de envolvimento nas práticas criminosas de Epstein.
Hillary Clinton afirmou não ter informações sobre o esquema sexual mantido por Epstein. A ex-primeira-dama também pediu que o presidente Donald Trump seja convocado a depor “sob juramento”. Trump aparece várias vezes nos documentos de Epstein. Assim como Bill Clinton, Trump nega ter participado dos atos criminosos de Jeffrey.
O Congresso norte-americano informou que as transcrições dos depoimentos poderão ser divulgadas posteriormente. Não há informações sobre quando os documentos serão disponibilizados. Também não está claro se Donald Trump será convocado a depor, conforme solicitado por Hillary Clinton.
A divulgação dos documentos teve repercussões internacionais. No Reino Unido, houve prisões do ex-príncipe Andrew e de Peter Mandelson, ex-embaixador nos Estados Unidos. Epstein mantinha relações com uma extensa rede de executivos, políticos, celebridades e acadêmicos.
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