O Irã determinou o fechamento do estreito de Ormuz, passagem marítima entre o Golfo de Omã e o Golfo Pérsico por onde circulam de 20% a 30% do petróleo mundial. A Tasnim, agência de notícias vinculada à IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica), divulgou a informação no sábado (28/02). Sites de rastreamento marítimo, porém, ainda mostram embarcações navegando pela região.
A IRGC está transmitindo mensagens repetidas para navios na área informando que nenhuma embarcação tem permissão para cruzar o estreito. Plataformas especializadas como Vessel Finder e Marine Traffic continuam exibindo barcos atravessando a passagem. O Marine Traffic registrou queda de 70% no movimento de navios após os primeiros bombardeios contra território iraniano.
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O bloqueio representa retaliação aos ataques militares executados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã. No sábado (28/02), o governo iraniano bombardeou instalações militares norte-americanas em Qatar, Bahrein, Arábia Saudita e Emirados Árabes.
A passagem marítima é atravessada diariamente por 17 milhões a 21 milhões de barris de petróleo. O fechamento completo bloquearia aproximadamente 1/4 da produção global da commodity.
O estreito também é vital para o transporte de GNL (Gás Natural Liquefeito), plásticos, fertilizantes e produtos químicos. Automóveis, maquinários e eletrônicos asiáticos que utilizam transporte marítimo pela região e trafegam pelo oceano Índico e canal de Suez dependem da passagem.
A decisão iraniana afeta diretamente países do Golfo Pérsico que exportam petróleo pelo estreito de Ormuz. Qatar, Bahrein, Arábia Saudita e Emirados Árabes foram alvos dos bombardeios iranianos no sábado (28.fev), com foco em bases militares dos EUA.
