A defesa de Daniel Vorcaro negou nesta quinta-feira (12/03) que o banqueiro esteja negociando uma delação premiada com a Procuradoria-Geral da União (PGR), como foi publicado por alguns veículos da imprensa.
“A defesa de Daniel Vorcaro declara que são inverídicas as notícias relacionadas à iniciativa de tratativas de delação premiada de Daniel Vorcaro. Essa informação jamais partiu de qualquer dos advogados envolvidos no caso, e sua divulgação tem o único objetivo de prejudicar o exercício da defesa nesse momento sensível”, diz a nota enviada à TMC.
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Prisão na Operação Compliance Zero
A prisão de Vorcaro aconteceu na quarta-feira (04/03) durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. Foram detidos também seu cunhado Fabiano Zettel, Luiz Phillipi Mourão Moraes, conhecido como “Sicário”, e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva.
De acordo com a PF, a ação teve como objetivo “investigar a possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa”.
A operação teve como gatilho apuração da PF, que teria encontrado provas de que Vorcaro estaria obstruindo as investigações. O banqueiro teria monitorado jornalistas, utilizando policiais aposentados nesta tarefa.
A operação também afastou servidores do Banco Central por ordem judicial. Um deles é o ex-diretor de fiscalização do BC Paulo Sérgio Neves de Souza, que autorizou Vorcaro a comprar o Banco Maxima, que acabou virando o Master.
A investigação sobre o banqueiro e o Master começou em novembro de 2025, quando a Justiça Federal de Brasília ordenou a primeira fase da operação. O banqueiro havia ficado preso durante 11 dias naquela ocasião.




