A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) apresentou uma representação ao Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) contra o apresentador Ratinho e o SBT após declarações feitas pelo comunicador sobre a eleição da parlamentar para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados.
O pedido foi protocolado depois de comentários exibidos durante o programa do apresentador, nos quais ele questionou a escolha da deputada para o cargo. Para Hilton, a fala deslegitima sua identidade de gênero e incentiva a discriminação contra pessoas trans, especialmente por ter sido transmitida em rede nacional.
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Na representação, a parlamentar solicita que o Ministério Público avalie a abertura de procedimento contra o apresentador e a emissora. O documento também pede indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos, valor que, segundo a deputada, deveria ser destinado a iniciativas de defesa de direitos de mulheres e pessoas trans. Hilton também defende que haja retratação pública em horário equivalente ao da declaração.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais e provocou manifestações de apoio à deputada e críticas às declarações do apresentador.
Outro lado
Procurada, a assessoria de Ratinho informou que o apresentador não comentará o caso neste momento. “O apresentador Ratinho não se manifesta quando o assunto é de ordem jurídica”, disse em nota.
Já o SBT afirmou que a opinião do comunicador não representa a posição institucional da emissora.
“O SBT repudia qualquer tipo de discriminação e preconceito, que são o oposto dos princípios e valores da empresa. As declarações do apresentador Ratinho, expressadas ao vivo ontem em seu programa, não representam a opinião da emissora e estão sendo analisadas pela direção da empresa, que tratará do tema internamente a fim de que nossos valores sejam respeitados por todos os colaboradores”, informou a emissora em nota.




