Cidadãos franceses vão às urnas nesse domingo para a primeira rodada de eleições municipais para prefeito. Se necessário, haverá uma próxima rodada domingo que vem.
Essa eleição municipal é importante por que ela deve servir para medir a temperatura do país, pensando nas eleições presidenciais do ano que vem.
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Ou seja, quem vai ser o sucessor de Emmanuel Macron como presidente da França? E também saber quais os efeitos dessas eleições municipais na popularidade da extrema direita, que é algo que é uma questão que afeta muitos países da Europa, o Reino Unido, inclusive.
Segundo as últimas pesquisas de intenções de voto para as eleições presidenciais, o partido favorito no momento é o da extrema direita, chamado “Reagrupamento Nacional”, que teria como candidato ou Jordan Bardella ou Marine Le Pen.
Claro que o foco nessas eleições municipais acaba sendo mais em Paris, para saber quem vai substituir a prefeita Anne Hidalgo, membro do Partido Socialista Francês.
Emanuel Grégoire é o candidato do Partido Socialista e favorito, mas está ali muito próximo nas pesquisas com a ex-ministra da cultura Rachida Dati, que é mais à direita.
Se os socialistas perderem o controle de Paris depois de 25 anos, se Paris não tiver um governo mais alinhado à esquerda, seria algo devastador pensando na relevância do partido para as eleições presidenciais.
Mas falando do clima no país inteiro, por que Paris tende a ser uma cidade mais ao espectro da esquerda da política, a gente pode também olhar para Marselha, que é a segunda maior cidade da França, onde existe realmente uma disputa grande entre o partido de centro-esquerda e o da extrema direita.