Na última segunda-feira (09/03), deveria ter sido votada pelo Conselho Deliberativo a reforma do Estatuto do Corinthians. Porém, Romeu Tuma Júnior, presidente do CD, cancelou o pleito após uma confusão iniciada por uma discussão com o presidente Osmar Stabile. A situação gerou estranhamento pois, primeiro, o cartola suspendeu e depois findou a reunião. Em entrevista ao Papo de Craque 2º Tempo, programa da TMC, o mandatário explicou a decisão.
“A gente acompanha o Conselho do Corinthians há muitos anos. A gente sabe quando as pessoas não querem votar. O tipo de tumulto, o que é criado no Conselho para criar um ambiente que não proporciona o segmento da sessão. O fato de eu suspender por dez minutos é porque a gente viu um clima generalizado de confusão, de agressões verbais e quase físicas. Durante o período da suspensão que eu fiz, nós percebemos que o clima só acirrou. Eu mesmo tive que manter muita calma, o sangue frio para ouvir várias acusações, vários xingamentos, pessoas que perderam completamente o grau de responsabilidade para fazer xingamentos”, comentou Romeu Tuma Júnior.
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“Ali não era um debate político, era uma questão de ofensa. A gente sabia o que tinha por trás. Você mesmo acabou de dizer que durante a semana todo mundo esperava que fosse ter um debate pra tentar inviabilizar a votação. Todos nós sabíamos que iam tentar ter uma jogada para não votar“, complementou – veja o trecho do Papo de Craque 2º Tempo abaixo.
Mesmo sem a aprovação do Conselho Deliberativo do documento, Romeu Tuma Júnior decidiu marcar a Assembleia Geral para os associados aprovarem a reforma do Estatuto do Corinthians para o dia 18 de abril, um sábado. A decisão foi tomada baseada no artigo 45 do atual estatuto, que diz que o CD precisa apenas reconhecer a necessidade de reformar o texto.
“Nós estamos debatendo há dois anos esse estatuto. Nós tivemos mais de quinze audiências públicas durante esse processo. Nós abrimos esse debate publicamente. Tinha meio para as pessoas participarem; torcedores, simpatizantes, quem é sócio, quem não é sócio, conselheiro, grupos técnicos, comissões, o próprio CORI. Todo mundo participou de todo esse debate. Então, não tinha mais porque adiar“, explicou o presidente do Conselho Deliberativo.




