CPMI do INSS cancela sessão após STF tornar facultativo depoimento de presidente da Contag

Ministro André Mendonça determinou no domingo que comparecimento de Aristides Veras dos Santos deixa de ser obrigatório na comissão parlamentar

Por Redação TMC | Atualizado em
(Foto: José Cruz/Agência Brasil)

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS cancelou a sessão prevista para esta segunda-feira (16/03). A decisão ocorreu após o ministro do André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), tornar facultativo o comparecimento de Aristides Veras dos Santos, presidente da Confederação dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag). A determinação foi proferida no domingo (15/03).

O dirigente da Contag havia sido convocado para prestar depoimento nesta segunda-feira. Mendonça transformou a convocação obrigatória em comparecimento facultativo. O presidente da entidade pode decidir se comparece ou não à comissão.

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O ministro atua como relator das investigações sobre fraudes e descontos indevidos no INSS no Supremo. A decisão seguiu o mesmo entendimento aplicado em situações semelhantes envolvendo a CPMI.

Caso Aristides Veras dos Santos opte por comparecer à CPMI do INSS, a decisão judicial garante uma série de direitos. O presidente da Contag poderá permanecer em silêncio. Ele terá assistência de advogado durante todo o ato. Não será submetido ao compromisso de dizer a verdade nem precisará assinar termos com esse conteúdo. A determinação também assegura que ele não sofrerá constrangimentos físicos ou morais.

Na decisão, o ministro André Mendonça afirmou: “Defiro parcialmente o pedido formulado para afastar a obrigatoriedade de comparecimento, transmudando-a em facultatividade, deixando a cargo do investigado a decisão de comparecer, ou não, à CPMI-INSS para prestar depoimento.” Na hipótese de o referido convocado optar, de forma superveniente, por comparecer ao ato, asseguro-lhe, nos termos da jurisprudência consolidada desta Corte, o direito: i) ao silêncio, ou seja, de, assim querendo, não responder a perguntas a ela direcionadas; ii) à assistência por advogado durante o ato; iii) de não ser submetido ao compromisso de dizer a verdade ou de subscrever termos com esse conteúdo; e iv) de não sofrer constrangimentos físicos ou morais decorrentes do exercício dos direitos anteriores”.

O ministro também registrou no despacho: “Tenho sistematicamente decidido conforme esse entendimento em casos análogos”.

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Pedido de prorrogação da comissão

O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI, entrou com mandado de segurança no STF solicitando a prorrogação dos trabalhos da comissão. A CPMI encerra suas atividades no dia 28 de março.

No recurso, o parlamentar argumentou: “É imprescindível a oitiva de diversas figuras centrais para as investigações parlamentares, tal como o dirigente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), o atual Ministro da Previdência Social, alguns parlamentares citados em reportagens investigativas como beneficiários do esquema da fraude contra os aposentados e os pensionistas”.

A comissão investiga fraudes e descontos indevidos relacionados ao INSS. O senador Carlos Viana deve se manifestar sobre o cancelamento da sessão nesta manhã de segunda-feira.

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