O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (17/03) que determinados governos não podem ter acesso a armamento nuclear. A declaração foi feita durante cerimônia na Casa Branca ao lado do primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin. O evento tradicionalmente celebra o Dia de São Patrício.
Trump direcionou suas críticas ao governo iraniano. “Não podemos permitir que lunáticos tenham armas nucleares”, disse o presidente americano. A fala reforça a postura de Washington em relação ao programa nuclear de Teerã e à ofensiva militar em curso na região.
O presidente apresentou uma estimativa temporal sobre as consequências do conflito para o Irã. Serão necessários pelo menos 10 anos para que os iranianos “recuperem todo o dano que já lhes foi causado”, segundo Trump. A projeção indica a extensão dos impactos que a administração americana espera causar com as operações militares.
Acompanhe tudo o que acontece no Brasil e no mundo: siga a TMC no WhatsApp
Trump respondeu perguntas sobre os efeitos econômicos da guerra em nações europeias. O presidente justificou a ofensiva como medida necessária para eliminar riscos nucleares. Ele mencionou especificamente a Irlanda, país que enfrenta elevação nos custos energéticos.
“Tenho muitos amigos da Irlanda, e eles estão muito felizes por eu estar me livrando de uma potência nuclear, um terrorista nuclear”, afirmou Trump.
O presidente voltou a mudar seu discurso sobre a duração prevista do conflito no Oriente Médio. A guerra “não deve se prolongar”, declarou Trump nesta terça-feira. A afirmação contrasta com declarações anteriores em que apresentou diferentes perspectivas sobre o tempo necessário para concluir as operações militares.
Trump fez previsões sobre o mercado energético global. “Assim que essa guerra terminar, o que acontecerá em breve, os preços vão despencar. Podem apostar”, disse o presidente. A Casa Branca espera impactos econômicos positivos após o fim das hostilidades na região.
Encontro diplomático com a Irlanda
A reunião entre Trump e Martin aconteceu como parte do calendário diplomático anual que marca a visita do líder irlandês a Washington. O encontro tradicionalmente possui caráter simbólico e celebra as relações bilaterais. O evento ganhou contornos diferentes em 2026 devido à escalada militar envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
Trump abordou aspectos econômicos da relação entre os dois países. O presidente destacou o comércio bilateral. As trocas comerciais entre Estados Unidos e Irlanda devem apresentar crescimento acelerado nos próximos períodos, afirmou Trump.
Leia mais: Irã confirma morte de Ali Larijani, principal operador do regime, em ataque israelense
Micheál Martin adotou postura mais cautelosa durante o evento na Casa Branca. O primeiro-ministro irlandês enfatizou os vínculos históricos que unem as duas nações. Martin destacou a importância da comunidade de origem irlandesa estabelecida nos Estados Unidos. A abordagem diplomática do primeiro-ministro contrastou com o tom mais assertivo adotado por Trump.
Críticas aos aliados da Otan
Trump utilizou o encontro para criticar publicamente os países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte. O presidente manifestou insatisfação com a recusa dos aliados em participar das operações militares contra o Irã. As nações da Otan não concordaram em “se envolver com nossa operação militar contra o regime terrorista do Irã”, segundo Trump.
O presidente declarou estar “desapontado” com a posição dos aliados europeus. Trump classificou a decisão da Otan como “tola”. A recusa representa um equívoco estratégico, afirmou o presidente.
“Nós não precisamos deles (sócios da Otan), mas eles deveriam ter ajudado. Estão cometendo um erro muito tolo”, disse Trump durante encontro com Micheál Martin.
Antes da cerimônia na Casa Branca, Trump já havia manifestado sua posição sobre o apoio internacional através de sua plataforma Truth Social. Na rede social, o presidente escreveu que os Estados Unidos “não precisamos mais, nem desejamos, a ajuda dos países da Otan”. A declaração também mencionou Japão, Austrália e Coreia do Sul. Essas nações igualmente negaram o pedido de participação nas operações militares.




