O Brasil alcançou em 2024 o menor índice de mortes de crianças em 34 anos. A taxa caiu para sete óbitos a cada 1.000 nascidos vivos antes dos 28 dias de vida. O Grupo Interagencial das Nações Unidas para Estimativas de Mortalidade Infantil (UN IGME) divulgou os dados nesta terça-feira (17/03) no relatório Níveis e Tendências na Mortalidade Infantil. O documento revela que a velocidade dessa redução perdeu força nas últimas décadas.
Em 1990, o país registrava 25 mortes de recém-nascidos antes dos 28 dias de vida para cada 1.000 nascimentos. Três décadas depois, esse número recuou para sete mortes por 1.000 nascidos vivos.
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A faixa etária de 1 a 59 meses apresentou queda semelhante. A taxa passou de 38 óbitos por 1.000 em 1990 para sete por 1.000 em 2024.
A análise por períodos mostra mudança no ritmo de queda. De 2000 a 2009, os óbitos de crianças até cinco anos diminuíam 6,33% ao ano no Brasil. Entre 2010 e 2024, a redução anual caiu para 1,92%.
A desaceleração ocorre também em outras regiões. Na América Latina, o percentual anual passou de 4,48% para 2,79%. No mundo, a velocidade recuou de 4,12% para 2,16% ao ano.
Catherine Russell, diretora executiva do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), alertou sobre o cenário. “Nenhuma criança deveria morrer de doenças que sabemos como prevenir. Mas vemos sinais preocupantes de que esse progresso está desacelerando e num momento em que estamos vendo cortes adicionais no orçamento global”, afirmou.
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