A Polícia Militar do Rio de Janeiro realizou uma operação em comunidades da região central da cidade nesta quarta-feira (18/03). A ação resultou na morte de oito pessoas, incluindo Claudio Augusto dos Santos, conhecido como Jiló, apontado como chefe do tráfico no Morro dos Prazeres. Um morador também morreu durante os confrontos.
A operação tinha como objetivo reprimir crimes relacionados a roubos de veículos e tráfico de drogas na região. Jiló era identificado como responsável por ações criminosas no Centro, na Zona Sul e na região da Tijuca.
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Após a ação policial, criminosos reagiram incendiando um ônibus. Outros veículos foram sequestrados e utilizados como bloqueios na região.
Histórico criminal extenso
O sistema da Secretaria de Segurança registra que Jiló acumulava 135 anotações criminais. Ele possuía registros por tráfico, associação criminosa e crimes violentos desde o início dos anos 1990.
Havia oito mandados de prisão em aberto contra o traficante. Ele tinha condenações por sequestro e atuação reiterada no tráfico de drogas. Dezenas de investigações por homicídios, roubos e organização criminosa constam em seu histórico.
Os registros mais graves incluem homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver.
Envolvimento na morte de turista italiano
Jiló é apontado como envolvido na morte do turista italiano Roberto Bardella, de 52 anos, em dezembro de 2016. O estrangeiro e um primo, cada um em uma moto, entraram no Morro dos Prazeres por engano. Bardella morreu na hora.
O corpo dele foi colocado na mala de um carro. O primo foi obrigado a entrar no veículo. O carro circulou por cerca de duas horas pela comunidade, até o tráfico mandar que ele fosse liberado.
De acordo com a polícia, Jiló havia saído da cadeia 30 dias antes de se envolver na morte de Bardella. Ele havia sido preso em 1990 e recebeu uma progressão de pena.
Declaração das autoridades
Em entrevista coletiva, o secretário de Estado de Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Marcelo de Menezes, afirmou que Jiló era responsável por ações criminosas em diversas regiões da cidade.
“Jiló é um traficante sanguinário. Promovia sequestros, roubos, participou da morte de um turista italiano, tem 135 anotações criminais.” “Quero aqui de maneira simbólica demonstrar que tipo de marginal estamos lidando”, afirmou Menezes, ao estender a ficha criminal do criminoso.




