O porta-voz da presidência argentina, Javier Lanari, afirmou que o país pode enviar forças militares ao Oriente Médio para auxiliar os Estados Unidos no conflito contra o Irã. A declaração foi feita nesta quarta-feira (18/3) em entrevista ao jornal espanhol El Mundo. Buenos Aires aguarda pedido oficial de Washington para concretizar o apoio militar.
A posição apresentada por Lanari reflete o alinhamento político do presidente Javier Milei com o governo de Donald Trump e o estreitamento de relações com Israel. A Argentina demonstra disposição em fornecer qualquer tipo de assistência que os norte-americanos considerarem necessária.
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“Se os Estados Unidos solicitarem, sim. Qualquer tipo de ajuda que considerarem necessária será fornecida”, declarou o porta-voz.
A relação entre Argentina e Irã carrega histórico de tensões. Em 1994, um atentado contra a associação judaica AMIA, em Buenos Aires, causou a morte de 85 pessoas. A Justiça argentina atribuiu responsabilidade a Teerã pelo ataque. O governo iraniano nega as acusações.
Durante cerimônia que marcou os 34 anos do atentado à embaixada de Israel em Buenos Aires, Milei reforçou o posicionamento do governo. “A Argentina combate o terrorismo e defende a liberdade. Israel é um aliado estratégico do nosso país”, afirmou o presidente.
Milei também declarou que “não pode haver trégua diante do terrorismo”. O presidente manifestou apoio à ofensiva liderada por Estados Unidos e Israel contra o regime iraniano.
A entrevista não especificou que tipo de forças militares ou qual volume de tropas poderia ser enviado ao Oriente Médio. A concretização do envio depende de solicitação formal de Washington. Até o momento, o governo norte-americano não apresentou pedido oficial nesse sentido.
Nos últimos dias, o governo argentino anunciou a saída da Organização Mundial da Saúde. A decisão segue movimento semelhante adotado pelos Estados Unidos. Buenos Aires voltou a classificar o Irã como adversário.
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