O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) serão enviados a aeroportos do país a partir desta segunda-feira (23/03). A medida ocorre em meio a um impasse político que resultou no bloqueio de verbas para a segurança aeroportuária.
Segundo Trump, os agentes irão atuar para auxiliar funcionários da Administração de Segurança no Transporte (TSA), responsáveis pela triagem de passageiros e bagagens. “Na segunda-feira, o ICE irá aos aeroportos para ajudar nossos maravilhosos agentes da TSA”, afirmou o republicano em publicação nas redes sociais.
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A decisão acontece após semanas de paralisação parcial do financiamento do Departamento de Segurança Interna, órgão que supervisiona a TSA. Desde 14/02, democratas no Congresso se recusam a aprovar o orçamento sem mudanças nas políticas de imigração do governo.
Com a falta de recursos, muitos agentes da TSA seguem trabalhando sem salário, o que tem provocado ausências e longas filas em aeroportos, com tempos de espera que chegam a horas em alguns casos.
Impasse político trava financiamento
O bloqueio ocorre porque democratas exigem restrições mais rígidas à atuação do ICE, incluindo:
- Obrigatoriedade de mandado judicial para प्रवेश em residências;
- Identificação visível dos agentes;
- Limitação do uso de máscaras em operações.
Já os republicanos rejeitam essas condições e defendem a aprovação integral do orçamento. As negociações seguem sem avanço, e a paralisação já entra na quinta semana.
Trump chegou a ameaçar mobilizar agentes federais caso não houvesse acordo, usando a medida como forma de pressão sobre a oposição.
Uso do ICE gera críticas
A decisão de deslocar agentes do ICE para aeroportos também levanta questionamentos, já que esses profissionais não são treinados especificamente para segurança aeroportuária, função tradicional da TSA.
O ICE tem papel central na política migratória do governo Trump, marcada por ações mais rígidas contra a imigração ilegal. Nos últimos meses, operações da agência geraram controvérsia, incluindo episódios com vítimas fatais que ampliaram a pressão por mudanças.
Cenário segue indefinido
Enquanto o Congresso não chega a um acordo, o governo mantém apenas “serviços essenciais” em funcionamento, o que inclui a segurança nos aeroportos, ainda que com limitações.
Sem sinais concretos de avanço nas negociações, há risco de novos impactos no transporte aéreo e de ampliação da crise política em Washington.
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