Margens de lucro de diesel e gasolina crescem mais de 30% no Brasil desde fevereiro

Estudo do Ibeps revela expansão nas margens de distribuidoras e postos mesmo após governo anunciar medidas para reduzir efeitos da guerra no Oriente Médio

Por Redação TMC | Atualizado em
Funcionário da Petrobras deposita petróleo num recipiente
(Foto: Roberto Rosa/Agência Petrobras)

Empresas do setor de combustíveis no Brasil registraram crescimento superior a 30% nas margens de lucro de diesel e gasolina desde 28 de fevereiro. O Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps) divulgou estudo mostrando a expansão das margens em diesel S-10, diesel S-500 e gasolina comum. O fenômeno ocorre mesmo após o governo federal anunciar medidas para reduzir os efeitos do conflito no Oriente Médio e da alta do petróleo.

O diesel S-500, usado por veículos mais antigos, teve expansão de 71,6% na margem de lucro desde o início da guerra. O diesel S-10, destinado a veículos mais novos, apresentou crescimento de 45%. A gasolina comum registrou ampliação de 32,2% no período.

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O governo federal eliminou impostos federais sobre o diesel. Aumentou o imposto de exportação sobre o petróleo. Criou incentivo financeiro a produtores e importadores. Implementou ações para fiscalizar o repasse dessas medidas ao consumidor.

O crescimento das margens acompanha a elevação dos preços do petróleo no mercado internacional durante a guerra.

O Ibeps aponta que a ampliação das margens de distribuidoras e postos começou em 2021. Desde 2021, o diesel S-500 acumula expansão de 238,8% nas margens de lucro. O diesel S-10 apresenta crescimento de 111,8%. A gasolina comum teve suas margens ampliadas em 90,7%.

A Petrobras adotava o Preço de Paridade de Importação (PPI) naquele período. A política simulava o preço de importação e trouxe grande volatilidade ao mercado com fortes reajustes para cima e para baixo.

O levantamento utilizou dados do Ministério de Minas e Energia (MME), no Relatório Mensal do Mercado de Derivados de Petróleo.

O preço do petróleo ultrapassou US$ 100 por barril desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio. O valor atingiu o maior nível desde fevereiro de 2022, quando começou o conflito entre Rússia e Ucrânia.

O Irã controla o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo. O fluxo está muito reduzido por conta do conflito. A menor oferta mundial de petróleo faz os preços dispararem no mercado internacional.

Leia mais: Estados decidem nesta sexta-feira sobre ICMS do diesel em meio à crise internacional

O petróleo mais caro eleva o preço dos derivados. O diesel é combustível fundamental para a logística da economia brasileira. O aumento de custos dos caminhoneiros se espalha ao valor dos alimentos, produtos industriais e serviços.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgou levantamento na semana passada. O preço médio do litro do diesel nos postos do país subiu quase 20% em cerca de 15 dias. A agência atualizará o número nesta sexta-feira (27).

O agronegócio sofre com o custo de operação das máquinas agrícolas. O setor enfrenta o encarecimento dos fertilizantes químicos, produtos que representam parte relevante das importações brasileiras vindas do Irã.

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