A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, reagiu com contundência à recomendação de indiciamento na CPMI do INSS e classificou a medida como “eleitoral” e sem fundamento jurídico.
Em nota, o advogado Marco Aurélio de Carvalho afirmou que a sugestão feita pelo relator “revela o caráter eleitoral da atuação” e ainda “vulgariza a nobre função de fiscalizar delegada de forma atípica pela Constituição ao parlamento brasileiro”.
Segundo a defesa, “não há um único elemento nos autos que justifique ou fundamente a referida sugestão”, rechaçando qualquer base para o indiciamento. O advogado ainda ironizou a situação ao afirmar que “se não fosse trágico, seria cômico”.
O posicionamento também nega qualquer envolvimento de Lulinha com as investigações. De acordo com a nota, “Fábio não tem relação direta ou indireta com os fatos investigados no bojo da CPMI do INSS”.
Outro ponto levantado pela defesa é o vazamento de informações sigilosas. Para o advogado, “o vazamento criminoso de seu sigilo bancário é um elemento que confirma o que a defesa desde o início vem dizendo”, indicando irregularidades no andamento do caso.
A nota também traz críticas diretas ao relator da comissão, classificado como “um bolsonarista com pedigree”. Segundo o advogado, a postura “revela o desespero de uma oposição que busca, a todo custo e a qualquer preço, desgastar a imagem do governo do presidente Lula”.
Por fim, a defesa sustenta que há uma tentativa de atingir politicamente o presidente por meio de seu filho. Nesse sentido, afirma que a estratégia mira “a honra e a imagem de seu filho, sobretudo por não ter um projeto alternativo para apresentar ao país nas eleições que se avizinham”.
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