PM acusado de feminicídio é aposentado com salário de R$ 21 mil

Geraldo Neto solicitou transferência para reserva e teve pedido aprovado em menos de 7 dias pela corporação, segundo advogado da família

Por Redação TMC | Atualizado em
O tenente Geraldo Leite Rosa Neto e sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana, ambos fardados
(Foto: Gisele Alves Santana via Instagram)

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi transferido para a reserva pela Polícia Militar de São Paulo. A portaria foi publicada nesta quinta-feira (02/04). Ele está preso preventivamente desde 18 de março, acusado de assassinar a esposa, a soldado Gisele Alves Santana.

O oficial continuará recebendo proventos de aposentadoria. Gisele morreu em 18 de fevereiro no apartamento do casal, no bairro do Brás, região central de São Paulo.

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A Diretoria de Pessoal da corporação determinou que Geraldo Neto tem direito à aposentadoria com vencimentos integrais. O próprio tenente-coronel solicitou a transferência para a reserva à PM.

O Portal da Transparência do Governo de São Paulo mostra que o oficial recebia remuneração bruta de R$ 28,9 mil em fevereiro de 2026. Com os critérios de proporcionalidade para sua idade atual de 53 anos, os proventos como aposentado alcançarão aproximadamente R$ 21 mil mensais.

Geraldo Neto pode vir a perder a patente após a aposentadoria, mas o direito aos proventos adquiridos por tempo de serviço será mantido. O oficial está detido no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte da capital paulista.

Processo de expulsão continua após aposentadoria

A Secretaria da Segurança Pública informou que “autorizou, a pedido do Comando da Polícia Militar, a instauração de um conselho de justificação em relação ao tenente-coronel Geraldo Neto, que pode resultar em demissão, perda do posto e da patente. A instrução continua a valer mesmo após a transferência do oficial para a reserva”.

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A Corregedoria da PM abriu procedimento administrativo contra o oficial. A transferência para a reserva não impede o processo de expulsão da corporação.

A Justiça Militar decretou a prisão preventiva de Geraldo Neto em 18 de março. Ele responde por feminicídio e fraude processual.

O oficial é acusado de forjar a morte de Gisele Alves Santana. A soldado faleceu com um tiro na cabeça no apartamento do casal. Inicialmente, Geraldo Neto alegou que a esposa havia cometido suicídio após uma discussão.

Laudos periciais identificaram inconsistências na versão apresentada pelo tenente-coronel. As investigações conduzidas pela Polícia Civil levaram à decretação da prisão preventiva.

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