Israel amplia ataques contra Irã e Líbano e sinaliza escalada da guerra no Oriente Médio

Ofensiva israelense mira Irã e Hezbollah, enquanto episódio com aeronave americana eleva risco de confronto direto com os EUA

Por Redação TMC | Atualizado em
Um carro destruído em meio aos escombros de uma casa atingida por um ataque israelense, em meio à escalada das hostilidades entre Israel e o Hezbollah, enquanto o conflito entre Estados Unidos e Irã continua, em Houmine El Tahta, no Líbano
Um carro destruído em meio aos escombros de uma casa atingida por um ataque israelense em Houmine El Tahta, no Líbano (Yara Nardi/Reuters)

O conflito no Oriente Médio se intensificou nesta sexta-feira (03/04), com novas ofensivas de Israel contra o Irã e o Líbano e o agravamento da tensão entre Teerã e Washington após a alegação iraniana de ter atingido uma aeronave americana.

O Exército de Israel informou que realizou mais de 70 bombardeios contra o Irã nas últimas 24 horas, atingindo infraestruturas militares em Teerã, incluindo locais de lançamento de mísseis e drones. Paralelamente, houve ataques em Beirute, no Líbano.

Segundo o porta-voz militar Effie Defrin, a ofensiva tem como objetivo desarticular o Hezbollah, grupo armado libanês apoiado pelo Irã. “Não vamos parar até eliminar a ameaça a longo prazo”, afirmou.

Israel também declarou ter atingido mais de 3.500 alvos e eliminado mais de 1.000 combatentes no Líbano desde o início das operações.

Plano prevê ocupação no sul do Líbano

O governo israelense anunciou que pretende manter presença militar no sul do Líbano mesmo após o fim da guerra, criando uma “zona de segurança” até o rio Litani.

De acordo com o ministro da Defesa, Israel Katz, a estratégia inclui:

  • Demolição de casas próximas à fronteira
  • Controle militar prolongado da região
  • Impedimento do retorno de moradores deslocados

A justificativa é proteger comunidades do norte de Israel contra ataques.

A guerra já provocou mais de 1,2 milhão de deslocados no Líbano, cerca de um quinto da população, segundo a ONU. Ao menos mil pessoas morreram e 472 escolas viraram abrigos improvisados. Famílias vivem em carros e barracas nas ruas. Entre os afetados, há brasileiros — cerca de 22 mil vivem no país, segundo o Itamaraty.

Irã diz ter abatido caça dos EUA

Em meio à escalada, o Irã afirmou ter atingido um caça americano nesta sexta-feira (03/04). O modelo da aeronave não foi confirmado — há relatos que citam F-35 ou F-15E.

Os Estados Unidos iniciaram uma operação de busca, e ao menos uma pessoa foi resgatada, segundo autoridades. O Pentágono ainda não comentou oficialmente o caso.

Imagens analisadas por especialistas indicam que os destroços seriam compatíveis com um F-15E Strike Eagle, que transporta dois tripulantes.

Risco de captura de militares americanos

Autoridades iranianas afirmaram que civis poderiam ser recompensados por capturar ou matar tripulantes americanos, o que eleva o risco para Washington.

O episódio ocorre após ameaças do presidente Donald Trump de intensificar ataques contra o Irã, ampliando ainda mais a tensão na região.

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