Rússia usa míssil Oreshnik contra Kiev em ataque com 600 drones

Força Aérea ucraniana interceptou 549 drones e 55 mísseis; danos foram registrados em 40 pontos da capital

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(Foto: REUTERS/Stringer)

O míssil balístico hipersônico Oreshnik foi disparado contra Kiev e a cidade de Bila Tserkva no domingo (24), em um bombardeio que combinou quatro tipos de armamentos e deixou ao menos 4 mortos e 56 feridos na capital ucraniana e sua região metropolitana. Era a terceira vez que a Rússia usava o Oreshnik desde o início da guerra.

Segundo a Força Aérea da Ucrânia, o ataque envolveu 600 drones e 90 mísseis. Do total, 549 drones e 55 mísseis foram interceptados. As agências de notícias estatais russas informaram que o arsenal incluiu ainda os mísseis Iskander, Kinzhal e Zircon.

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O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky confirmou o uso do Oreshnik em mensagem publicada no Telegram. A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, reagiu em publicação na rede social X. Ela afirmou que a Rússia chegou a um impasse no campo de batalha e passou a atacar centros urbanos com o objetivo de matar o maior número possível de civis, classificando as ações como atos de terror. Kallas acrescentou que Moscou estaria usando o Oreshnik — sistema projetado para transportar ogivas nucleares — como tática de intimidação política.

Danos em 40 pontos da capital

O chefe da administração militar de Kiev, Tymur Tkachenko, informou pelo Telegram que os estragos foram registrados em 40 locais distribuídos por diferentes distritos da cidade. O prefeito Vitalii Klitschko relatou que uma escola foi atingida enquanto havia pessoas abrigadas no interior do prédio.

No distrito de Shevchenko, um edifício residencial de cinco andares foi alcançado por um dos projéteis, provocando incêndio e uma morte, conforme o Serviço Estatal de Emergência da Ucrânia. Supermercados e depósitos em diferentes pontos de Kiev também foram danados, segundo as autoridades locais. O governador regional Mykola Kalashnyk confirmou estragos em comunidades da região.

Moradores descreveram a noite como a mais intensa desde o início do conflito. Svitlana Onofryichuk, de 55 anos, que trabalha há 22 anos em um mercado da cidade, e Yevhen Zosin, de 74 anos, estavam entre as testemunhas. Zosin relatou que ele e uma acompanhante foram arremessados pela onda de choque de uma explosão. Segundo ele, seu apartamento foi destruído. Ele descreveu a chegada do míssil como algo semelhante a um meteorito.

Terceiro uso do Oreshnik

O Oreshnik havia sido disparado pela primeira vez em novembro de 2024, contra a cidade de Dnipro. O segundo uso ocorreu em janeiro, na região ocidental de Lviv. O ataque de domingo marcou o terceiro emprego do sistema.

O Ministério da Defesa russo afirmou, segundo agências estatais, que os alvos eram instalações de comando militar, bases aéreas e complexos militares-industriais ucranianos. Moscou alegou que o bombardeio foi uma resposta a ataques de Kiev contra objetivos civis em território russo. Os números de mortos e feridos divulgados pelas autoridades locais são preliminares.

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